Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Exportadores chineses burlam tarifas dos EUA com “lavagem de origem” em países terceiros

Empresas chinesas recorrem à "lavagem de origem" para driblar tarifas de até 145% dos EUA, gerando preocupações em países asiáticos.

0:00
Carregando...
0:00

Empresas chinesas estão tentando evitar tarifas de até 145% impostas pelos EUA, enviando produtos para países como a Malásia, onde recebem novos certificados de origem. Essa prática, chamada “lavagem de origem”, preocupa autoridades de comércio na Ásia. Anúncios em redes sociais chinesas oferecem serviços para ajudar exportadores a contornar as tarifas, afirmando que produtos podem ser “transformados” em mercadorias do Sudeste Asiático. A alfândega da Coreia do Sul já encontrou produtos com origem falsificada, a maioria da China, e o Vietnã e a Tailândia estão reforçando o controle sobre a emissão de certificados de origem. Fabricantes chineses relatam que usam intermediários para facilitar essas manobras, transferindo a responsabilidade dos embarques assim que saem do porto. A Malásia se comprometeu a investigar qualquer violação relacionada a essas práticas.

Exportadores chineses estão buscando maneiras de evitar tarifas de até 145% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos da China. A prática, conhecida como “lavagem de origem”, envolve o envio de mercadorias a países como a Malásia para obter novos certificados de origem. Essa estratégia tem gerado preocupações entre autoridades comerciais na Ásia.

Recentemente, redes sociais chinesas, como o Xiaohongshu, têm promovido serviços que facilitam essa lavagem de origem. Um anúncio afirmava: “Transite pela Malásia para ‘transformar’ em mercadoria do Sudeste Asiático!”. A tática visa contornar as exigências da legislação comercial dos EUA, que determina que produtos devem passar por uma transformação substancial em um país para serem considerados originários desse local.

A agência alfandegária da Coreia do Sul relatou ter encontrado, no primeiro trimestre deste ano, produtos com origem falsificada no valor de US$ 21 milhões, a maioria destinada ao mercado americano. O Ministério da Indústria e Comércio do Vietnã também pediu que exportadores reforçassem as verificações sobre a origem de matérias-primas para evitar a emissão de certificados falsificados.

Sarah Ou, vendedora da Baitai Lighting, explicou que muitos fabricantes chineses enviam produtos como “free on board”, transferindo a responsabilidade ao comprador assim que os itens deixam o porto. “Depois que saem de Guangzhou ou Shenzhen, não é mais problema nosso”, afirmou. Além disso, intermediários têm oferecido soluções para facilitar essas manobras, cobrando cerca de R$ 3,90 por quilo enviado.

A Malásia, em resposta às denúncias, declarou estar comprometida com a integridade do comércio internacional e afirmou que investigará possíveis violações em colaboração com as autoridades dos EUA. A escalada tarifária, que começou em abril, inclui também tarifas sobre automóveis, aço e alumínio, com algumas medidas temporariamente suspensas até julho.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais