O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que é urgente reverter o aumento da taxa Selic, que subiu de 12,25% para 14,25% sob a gestão do Banco Central. Ele destacou que a alta dos juros, herdada da administração anterior, está desacelerando os investimentos, pois muitos empresários estão adiando projetos na expectativa de uma queda na taxa. Mercadante também mencionou que houve um aumento nas aprovações de crédito no primeiro trimestre de 2025, mas a busca por novos projetos diminuiu. Ele ressaltou a necessidade de um diálogo melhor entre a política monetária e a política industrial para que o Brasil possa crescer e resolver problemas relacionados à dívida pública.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que espera uma reversão rápida no ciclo de alta da taxa Selic. A declaração foi feita ao Estadão/Broadcast nesta segunda-feira, cinco de maio. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá nos dias seis e sete de maio para definir o novo patamar da Selic, que subiu de 12,25% para 14,25% desde a gestão do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Mercadante destacou que a alta da taxa de juros é uma “herança” da gestão anterior e que é necessário reverter essa trajetória rapidamente. Ele observou que, apesar do aumento nas aprovações de crédito no primeiro trimestre de 2025, a consulta para novos projetos no BNDES desacelerou. Isso ocorre porque muitos empresários estão adiando investimentos na expectativa de uma queda na Selic.
Expectativas de Investimento
O presidente do BNDES ressaltou que a desaceleração nos investimentos está ligada ao “tarifaço” dos Estados Unidos e aos juros elevados no Brasil. Mercadante enfatizou que essa situação precisa ser resolvida rapidamente para estimular o crescimento econômico. Ele também mencionou que o diálogo entre a política monetária e a política industrial deve ser “repactuado” para que o Brasil possa crescer e enfrentar os desafios da dívida pública.
Além disso, Mercadante reafirmou que, independentemente das decisões do Copom, o BNDES continuará buscando alternativas para a concessão de crédito. A expectativa é que a redução da Selic possa impulsionar novos investimentos e, consequentemente, o crescimento econômico do país.
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