As novas tarifas impostas durante a administração Trump estão afetando o mercado de arte, especialmente com a chegada da New York Art Week. Galerias estão mudando suas estratégias para evitar custos adicionais, como não trazendo obras que possam ser taxadas e alugando móveis para seus estandes. A maioria das obras de arte e antiguidades com mais de 100 anos ainda está isenta de tarifas, mas há impostos de 7,5% sobre obras da China e até 25% sobre esculturas de aço e alumínio. Algumas galerias estão optando por mostrar itens que já estão armazenados nos EUA, em vez de importar novos trabalhos, e estão sendo cautelosas com os custos. A situação é complicada, pois as tarifas dependem do país de origem da obra, não do artista. Mesmo com esses desafios, muitas galerias sentem que participar das feiras é essencial para seus negócios, pois é uma oportunidade de encontrar novos clientes.
Novas tarifas sob a administração Trump impactam o mercado de arte durante a New York Art Week
A New York Art Week, que começa na próxima semana, está sendo marcada por mudanças nas estratégias de galerias de arte devido às novas tarifas impostas pela administração Trump. As galerias estão evitando trazer obras sujeitas a impostos e optando por alugar móveis para seus estandes.
As tarifas, que incluem 7,5% sobre obras de arte da China e 25% sobre esculturas de aço e alumínio, têm gerado incertezas. Francis Petit, diretor da Gander & White, afirmou que o cenário é “muito tortuoso”. Embora a maioria das obras originais e antiguidades com mais de 100 anos esteja isenta, a indústria de arte ainda enfrenta desafios significativos.
Para evitar tarifas, muitas galerias estão não trazendo materiais que possam ser taxados. Fritz Dietl, presidente da Dietl International, relatou que seus clientes estão utilizando itens armazenados nos Estados Unidos e alugando móveis para os estandes. Essa abordagem é incomum, já que normalmente as galerias apresentam novas obras em grandes eventos.
Estratégias de Evitação
Algumas galerias, como a Charles Ede, especializada em arte antiga, estão classificando suas obras como “esculturas” para evitar tarifas. A diretora Charis Tyndall mencionou que não há uma abordagem clara, e a incerteza persiste sobre como as obras serão tratadas pela alfândega dos Estados Unidos.
A situação é complexa, pois as tarifas dependem do país de origem da obra, não da nacionalidade do artista. Isso significa que obras produzidas na China, mesmo por artistas americanos, estão sujeitas a impostos. Durante um webinar, Edouard Gouin, da Convelio, recomendou documentação detalhada para minimizar riscos na alfândega.
Impacto nas Feiras de Arte
As feiras de arte, como a TEFAF New York e a Frieze, estão em comunicação constante com despachantes e consultores legais para entender as implicações das tarifas. Um porta-voz da TEFAF afirmou que a feira está analisando as novas diretrizes e defendendo a exclusão de obras de arte de tarifas potenciais.
Apesar das dificuldades, muitas galerias consideram a participação em feiras essencial para o negócio. Tyndall destacou que a presença em eventos é crucial para manter relacionamentos com clientes, mesmo que isso signifique enfrentar os desafios impostos pelas tarifas.
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