Igor Calvet foi nomeado presidente da Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos no Brasil, em um momento de forte competição com montadoras chinesas. Ele destaca que a indústria automotiva brasileira enfrenta desafios, como a necessidade de aumentar tarifas de importação de veículos elétricos, que atualmente estão em 18% e devem subir para 35% em 2026. Calvet critica os pedidos das montadoras chinesas para reduzir essas tarifas, considerando-os desrespeitosos com as empresas que investem na produção local. Ele também menciona a preocupação com a divisão do governo em relação a esse tema e a batalha sobre a nova tributação de veículos, o IPI Verde, que deve ser implementada em breve. Calvet, que tem experiência no governo, quer focar em tecnologia, atração de investimentos e redução de custos para tornar a indústria brasileira mais competitiva. Ele observa que o Brasil precisa se adaptar ao cenário global e fortalecer sua posição no mercado automotivo, especialmente com a crescente presença de veículos chineses.
Igor Calvet assumiu a presidência da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em um cenário de crescente competição com montadoras chinesas. A posse ocorreu na noite de terça-feira, 15, e Calvet destacou a importância de políticas públicas para fortalecer a indústria local.
Calvet, que é o primeiro presidente da Anfavea sem vínculos diretos com o setor automotivo, enfatizou três prioridades: tecnologia, atração de empresas estrangeiras e redução de custos. Ele acredita que a guerra comercial entre Estados Unidos e China aumentará a demanda por um desenvolvimento mais robusto do setor automobilístico no Brasil.
O novo presidente criticou a proposta da BYD e outras montadoras chinesas de reduzir tarifas de importação de veículos elétricos, argumentando que isso representa uma afronta ao setor local. “Fazer um pedido desses é um desrespeito ao Estado brasileiro”, afirmou Calvet, que teme que a proposta avance na Câmara de Comércio Exterior (Camex).
Calvet também abordou a questão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Verde, que visa tributar veículos com base em critérios de eficiência energética. Ele expressou preocupação com o aumento da carga tributária e a necessidade de um equilíbrio nas novas legislações que afetam o setor.
O presidente da Anfavea destacou a importância de reduzir custos logísticos e melhorar a infraestrutura para aumentar a competitividade. Ele mencionou que o Brasil, atualmente, é o país mais aberto em termos de tarifas de importação, o que pode prejudicar a indústria local diante da entrada massiva de veículos chineses.
Calvet concluiu que a indústria automotiva brasileira deve se adaptar às novas realidades do mercado global, buscando fortalecer sua posição na América Latina e aumentar a preferência tarifária em acordos comerciais.
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