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Aneel adia novamente reajuste nas tarifas de energia da Light após divergências de cálculos

Aneel adia novamente reajuste nas tarifas da Light após divergências sobre tributos, enquanto consumidores aguardam devolução de valores indevidos.

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A Aneel adiou novamente a votação do reajuste nas contas de luz da Light. O diretor-geral, Sandoval Feitosa, pediu mais tempo para analisar novas informações que a empresa enviou sobre tributos que devem ser devolvidos aos consumidores. A Light afirmou que há uma diferença de R$ 146 milhões entre seus cálculos e os da Aneel. Feitosa expressou sua surpresa com a forma como a empresa se comunica com a agência, especialmente porque a nova informação foi enviada na véspera da reunião. A discussão sobre a devolução de valores indevidos se arrasta desde março e está relacionada a uma decisão do STF que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins, resultando em cobranças indevidas. A Light já havia solicitado um adiamento de um mecanismo que poderia reduzir as tarifas de baixa tensão em 13% neste ano. A empresa argumenta que manter os valores atuais ajudaria a reduzir incertezas no setor elétrico. O reajuste anual repassa custos aos consumidores, incluindo perdas de energia e inflação, e os furtos de energia também impactam as tarifas.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou novamente o reajuste nas contas de luz da Light nesta terça-feira, após o diretor-geral, Sandoval Feitosa, solicitar vista do processo. A decisão ocorreu após a empresa enviar uma carta com novas informações sobre tributos, alegando uma diferença de R$ 146 milhões entre seus cálculos e os dados da Receita Federal.

Feitosa expressou sua perplexidade com a forma como a Light se relaciona com o regulador, afirmando que a entrega de informações na véspera da avaliação prejudica a decisão. A discussão sobre a devolução de valores indevidos se arrasta desde março, originada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. A Light havia solicitado o adiamento de um mecanismo que poderia reduzir as tarifas de baixa tensão em 13%.

Impacto nas Tarifas

A proposta inicial do relator, Fernando Mosna, previa uma redução média de 2,35% para clientes residenciais e um aumento de 3,8% para indústrias. No entanto, não houve consenso entre os diretores da Aneel. Mosna argumentou que uma redução maior poderia levar a um aumento de 9,94% em 2026, sugerindo uma abordagem mais cautelosa.

A Light, que atende a Região Metropolitana do Rio, exceto Niterói, justifica a manutenção dos valores pagos pelos consumidores como uma forma de reduzir incertezas no setor elétrico. Especialistas alertam que essa situação funciona como um empréstimo dos consumidores para a empresa, sem prazo definido para devolução.

Contexto Econômico

O reajuste anual repassa aos consumidores custos com compra e transmissão de energia, perdas e inflação. No caso da Light, os furtos de energia, conhecidos como “gatos”, impactam significativamente as tarifas, sendo cobertos em parte pelos demais consumidores. A situação permanece indefinida, com a votação do reajuste ainda sem uma nova data definida.

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