A Disney está enfrentando uma queda no número de turistas estrangeiros nos Estados Unidos, o que está afetando suas receitas nos parques temáticos. Essa redução é causada por tarifas de importação e incertezas econômicas. Em março, o número de visitantes internacionais caiu 9,6%, o que representa uma parte significativa da frequência nos parques da Disney. A empresa espera um crescimento de 6,4% na receita de suas experiências, que inclui parques e cruzeiros, mas isso está abaixo do esperado. Além disso, a abertura do novo parque da Universal, o Epic Universe, pode aumentar a concorrência e reduzir a participação de mercado da Disney. As visitas ao site da Universal aumentaram 52%, enquanto as da Disney caíram 7%. Apesar dos desafios, a Disney planeja expandir sua divisão de cruzeiros, aumentando sua frota de navios. As ações da Disney têm mostrado volatilidade, subindo após uma pausa nas tarifas, mas caindo em outros dias. A empresa deve divulgar seus resultados do segundo trimestre em breve, o que pode esclarecer sua situação atual.
Disney enfrenta queda no turismo internacional e teme impacto nos parques temáticos
A Disney registra uma redução no fluxo de turistas estrangeiros para os Estados Unidos, impulsionada pelas tarifas de importação implementadas pelo ex-presidente Donald Trump e pela incerteza econômica global. A queda no turismo internacional representa cerca de 20% da frequência nos parques da Disney, localizados em Orlando e Anaheim.
Dados da Administração de Comércio Internacional indicam que a chegada de visitantes estrangeiros aos EUA diminuiu 9,6% em março, atingindo aproximadamente 5,04 milhões de pessoas. A companhia aérea Delta Airlines também sinalizou cautela, prevendo uma receita estável ou levemente negativa para o segundo trimestre de 2025.
Apesar dos desafios, a Disney espera um crescimento de 6,4% na receita de suas experiências, incluindo parques temáticos, cruzeiros e produtos, um valor abaixo da projeção inicial. Analistas da Wolfe Research estimam um crescimento de 6% a 8% para a receita da Disney.
Novo parque da Universal acirra a concorrência
A abertura do novo parque temático Epic Universe, da Universal, em maio, representa um novo desafio para a Disney. A concorrência pode resultar em perda de participação de mercado para a Disney, impactando um importante motor de lucro. Pesquisas indicam um aumento de 52% nas visitas ao site da Universal Orlando, enquanto as visitas ao site da Disney World caíram 7%.
Apesar dos riscos, a Disney aposta na expansão de sua divisão de cruzeiros, que deve impulsionar os lucros em cerca de 5 pontos percentuais a partir de 2026. A empresa planeja quase triplicar sua capacidade de cruzeiros até 2031, aumentando a frota de nove para treze navios.
Ações da Disney oscilam com tarifas e resultados
As ações da Disney apresentaram volatilidade recente, influenciadas pelas notícias sobre tarifas e pelo desempenho da empresa. Houve um aumento de quase 12% após o anúncio de uma pausa temporária nas tarifas, mas a ação caiu em cinco dos últimos sete pregões. A CNBC Investing Club mantém recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 130 por ação.
A Disney divulgará seus resultados do segundo trimestre em 7 de maio, oferecendo um panorama da situação atual e das estratégias de recuperação implementadas pelo CEO Bob Iger.
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