Uma tarifa de 25% sobre caminhonetes importadas, chamada de “chicken tax”, foi criada em 1963 como resposta a tarifas europeias sobre frango americano. Essa medida ainda influencia o mercado automotivo, favorecendo montadoras americanas e elevando os preços para os consumidores. Recentemente, a Ford foi multada por tentar driblar essa tarifa. A origem da tarifa está ligada a uma retaliação contra a Volkswagen, que estava ganhando espaço nos Estados Unidos. Desde então, os preços das caminhonetes aumentaram mais do que os de carros comuns. Para evitar a tarifa, montadoras estrangeiras tentaram diferentes estratégias, como modificar o design dos veículos. O NAFTA, implementado em 1994, permitiu que algumas montadoras construíssem caminhonetes em outros países para escapar da taxação. Apesar da tarifa, as montadoras estrangeiras estão aumentando sua participação no mercado americano, produzindo mais veículos nos Estados Unidos do que as montadoras locais.
Tarifa sobre caminhonetes importadas ainda impacta mercado automotivo
Uma tarifa de 25% sobre a importação de caminhonetes, conhecida como “chicken tax”, continua em vigor desde 1963. A medida, imposta pelo então presidente Lyndon Johnson, era uma retaliação a tarifas europeias sobre frango americano. Apesar do contexto original não existir mais, a tarifa ainda afeta o mercado, limitando a concorrência e elevando os preços para o consumidor.
A tarifa impacta a concorrência no mercado de caminhonetes, favorecendo as montadoras americanas. A Ford, inclusive, foi multada recentemente por tentar contornar a taxação. Economistas alertam que as tarifas de Donald Trump podem gerar mudanças duradouras na economia, assim como a “chicken tax” fez.
Origem da tarifa e seus efeitos
Em 1962, países europeus impuseram tarifas sobre o frango americano, prejudicando os produtores dos Estados Unidos. Em resposta, Johnson estabeleceu a tarifa de 25% sobre veículos para transporte de mercadorias, visando principalmente a montadora alemã Volkswagen, que começava a ganhar espaço no mercado americano.
A medida permitiu que as grandes montadoras americanas, como General Motors, Ford e Chrysler, aumentassem os preços de suas caminhonetes. Segundo análise da Cox Automotive, os preços subiram cerca de 5% a 6% ao ano, enquanto os carros tiveram um aumento de apenas 2%.
Estratégias para burlar a tarifa
Montadoras estrangeiras buscaram alternativas para evitar a tarifa, como importar caminhonetes sem a caçamba ou adicionar assentos extras para classificá-las como veículos de passageiros. A Subaru, por exemplo, chegou a adicionar dois bancos voltados para trás na caçamba de sua caminhonete BRAT.
Entre 2009 e 2013, a Ford também enviou vans Transit Connect da Europa para os Estados Unidos com assentos adicionais, que eram removidos após a liberação alfandegária. Em 2024, a empresa foi multada em 365 milhões de dólares pelo Departamento de Justiça americano.
Impacto do NAFTA e cenário atual
O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), em 1994, abriu uma nova via para contornar a “chicken tax”. Montadoras passaram a construir caminhonetes em países como Canadá e México para exportá-las para os Estados Unidos sem a incidência da tarifa.
Com a taxação sobre as caminhonetes, montadoras asiáticas e europeias voltaram-se para o mercado de carros, especialmente os modelos menores e mais econômicos. No entanto, a construção de fábricas nos Estados Unidos não foi motivada pela tarifa, mas sim pela redução de custos.
Apesar do cenário, a participação das montadoras estrangeiras no mercado automotivo americano continua a crescer. Em 2007, elas ultrapassaram as “Big Three” em vendas combinadas de carros e caminhonetes. Atualmente, as montadoras estrangeiras produzem mais veículos nos Estados Unidos do que as americanas.
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