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Guangzhou enfrenta os impactos da guerra comercial; fábricas buscam novos mercados

Guangzhou enfrenta crise no setor têxtil devido à guerra comercial entre EUA e China, com pedidos caindo a zero e fábricas buscando novos mercados.

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Fábricas em Guangzhou, na China, estão enfrentando grandes dificuldades devido à guerra comercial com os Estados Unidos. Muitas delas, como a de Lily Liao, viram seus pedidos para o mercado americano caírem drasticamente, com alguns chegando a zero. Isso levou clientes a suspender ou cancelar contratos, gerando incertezas sobre o futuro do comércio entre os dois países. A queda no volume de negócios também afetou os fretes, que diminuíram em 64% em um curto período. Para lidar com as perdas, as empresas estão tentando encontrar novos mercados, como na Argélia e no Brasil. A situação atual é comparada ao impacto da pandemia, com prejuízos acumulados significativos. Além disso, a guerra comercial prejudica plataformas de e-commerce que costumavam importar produtos sem taxas, pois a partir de maio esses itens também estarão sujeitos a tarifas. A província de Cantão, onde está Guangzhou, abriga muitas indústrias e busca se adaptar a esse novo cenário comercial.

Guerra comercial EUA-China afeta fábricas em Guangzhou

A cidade chinesa de Guangzhou, importante centro produtivo, sente os impactos da guerra comercial com os Estados Unidos. Fábricas relatam quedas drásticas nos pedidos, comparáveis ao período da pandemia de Covid-19. A situação afeta o comércio e a manufatura na região.

Pedidos despencam e clientes suspendem contratos

Lily Liao, proprietária da Guangzhou Dawang Garment, viu seus pedidos para os EUA caírem para zero após as tarifas impostas por Donald Trump. Outras oito fábricas consultadas na cidade relatam a pausa ou cancelamento de contratos por parte de clientes americanos. A incerteza sobre o futuro do comércio bilateral é a principal preocupação.

Impacto nos fretes e busca por novos mercados

A redução do fluxo comercial entre China e EUA também impactou os fretes, que caíram 64% entre março e abril. As empresas buscam alternativas, como a prospecção de novos mercados na Argélia e no Brasil, para compensar as perdas.

Cenário semelhante ao da pandemia

A crise atual é comparada ao impacto da pandemia, com a paralisação de um dos fluxos comerciais mais intensos do planeta. A empresária Lily Liao relata uma sucessão de perdas desde a primeira onda de tarifas em 2018, com prejuízos acumulados de 25% na faturação.

Reações e adaptações das empresas

O fundador da Guangshen, fabricante de máquinas de gelo, Wang, interrompeu todos os envios para os EUA, representando 10% a 15% de suas vendas. A empresa busca alternativas para preencher a lacuna, enquanto outras fábricas se adaptam aos reajustes nos processos produtivos.

Modelo de negócio de plataformas online em risco

A guerra comercial também afeta o modelo de negócio de plataformas como Shein e Temu, que se beneficiavam de uma brecha que permitia a importação de produtos de baixo valor sem taxas. A partir de maio, esses produtos também estarão sujeitos aos direitos arancelários.

Guangzhou: um polo industrial em transformação

A província de Cantão, com um PIB superior ao da Espanha, abriga mais de 74 mil empresas industriais. A região foi pioneira nas reformas econômicas chinesas e busca se adaptar ao novo cenário comercial global. A feira de importação e exportação de Cantão, um dos maiores eventos do setor, demonstra a resiliência do comércio chinês.

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