Wolfram Seindemann, CEO da G+D, defende que o dinheiro físico ainda é importante, mesmo com o aumento dos pagamentos digitais, como o Pix no Brasil. Ele menciona que o uso de dinheiro é crucial em crises, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, onde o governo sueco aconselhou a população a ter dinheiro em espécie para emergências. Apesar da queda nas receitas de empresas que produzem moeda, como a De La Rue, que viu uma redução de 18,7% em 2024, elas ainda buscam manter o uso do dinheiro físico. No Brasil, 60% da população usa o Pix, mas o volume de notas em circulação chegou a 7,5 bilhões em dezembro. Especialistas afirmam que é necessário desenvolver uma boa infraestrutura para pagamentos eletrônicos, mas sem eliminar o dinheiro, já que muitas pessoas no mundo ainda não têm acesso a bancos ou internet. A indústria de moeda argumenta que o dinheiro é vital para situações de emergência e que limitar seu uso pode afetar os mais vulneráveis.
Executivo da G+D defende a importância do dinheiro físico em meio ao avanço do Pix
Wolfram Seindemann, CEO de Tecnologia da Moeda da alemã G+D, questiona a ideia de que o dinheiro está fadado a desaparecer, mesmo com o crescimento de meios de pagamento eletrônicos como o Pix no Brasil. Ele ressalta que o dinheiro físico continua relevante em momentos de crise e desastres.
O executivo cita o exemplo da Suécia, onde a diminuição do uso de dinheiro levou o governo a recomendar que a população carregasse notas e moedas em caso de conflitos, como a escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia. A medida visa garantir opções de pagamento em situações de falha nos sistemas digitais.
Empresas do setor de produção de moeda, como a britânica De La Rue, registram queda nas receitas com a diminuição do uso de dinheiro, mas investem em soluções eletrônicas e fazem lobby pela manutenção do dinheiro físico. A De La Rue teve uma queda de 18,7% em suas receitas de moedas em 2024, em comparação com o ano anterior.
Pesquisa do FGVCemif aponta que 60% dos brasileiros são usuários ativos do Pix, e o Banco Central informa que 76,4% da população utilizou o sistema em 2024. Apesar disso, o volume de notas em circulação no país atingiu 7,5 bilhões de unidades em dezembro do ano passado.
Especialistas como Mehul Desai, da Universidade de Chicago, defendem que a prioridade deve ser o desenvolvimento de uma infraestrutura robusta para transações eletrônicas, sem eliminar completamente o dinheiro físico. A ICA (Associação Internacional de Moeda) ressalta que 1,4 bilhão de pessoas no mundo não possuem conta bancária e 5 bilhões não têm acesso à internet de qualidade.
A indústria da moeda argumenta que o dinheiro físico é essencial para a preparação em emergências, como desastres naturais e instabilidade política, e que restrições ao seu uso prejudicam grupos mais vulneráveis da sociedade.
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