Os Estados Unidos anunciaram um plano para cobrar tarifas de embarcações chinesas que chegarem a portos americanos. Essa decisão visa ajudar a indústria naval dos EUA e garantir a segurança nacional. As tarifas serão calculadas com base na tonelagem líquida dos navios e começarão em seis meses, com um custo inicial de 50 dólares por tonelada, aumentando ao longo de três anos. A China criticou essa medida, chamando-a de injusta e baseada em informações erradas. O governo chinês afirmou que essa ação prejudicará ambos os países e prometeu defender seus interesses. O dinheiro arrecadado com as tarifas será usado para melhorar a construção naval nos Estados Unidos, que atualmente se concentra mais em contratos militares do que em navios comerciais. Essa mudança é uma adaptação em relação a uma proposta anterior que previa taxas muito mais altas por navio. A medida faz parte de um aumento nas tensões comerciais entre os dois países, com preocupações sobre possíveis impactos negativos na economia global e nos preços para os consumidores.
EUA anunciam tarifas a navios chineses e China critica medida
Os Estados Unidos detalharam um plano para impor tarifas a embarcações chinesas que atracarem em portos americanos. A medida, justificada pela necessidade de revitalizar a indústria naval do país e proteger a segurança nacional, gerou forte reação da China.
A tarifa será baseada na tonelagem líquida dos navios, com início em seis meses. A taxa inicial será de US$ 50 por tonelada líquida, aumentando gradualmente ao longo de três anos. Embarcações construídas na China também serão taxadas por contêiner.
A Associação de Armadores da China criticou a decisão, classificando-a como “significativamente discriminatória” e baseada em “fatos falsos e preconceito”. O órgão comercial se opõe firmemente às acusações dos EUA.
O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que a medida é “prejudicial para todos” e que não ajudará a revitalizar a indústria naval americana. Pequim indicou que tomará medidas para defender seus direitos e interesses.
Fundos arrecadados serão investidos na indústria naval americana
Os recursos provenientes das taxas de atracação serão destinados a revitalizar o setor de construção naval dos EUA, que tem se concentrado em contratos navais em detrimento da construção de navios comerciais.
A proposta representa uma mudança em relação à versão inicial, que previa taxas de pelo menos US$ 1 milhão por navio a cada atracação. A nova recomendação é cobrar com base na tonelagem.
A medida ocorre em meio a uma escalada na guerra comercial entre os dois países, com tarifas elevadas sobre diversos produtos. Economistas temem que o conflito possa desencadear uma recessão global e aumentar os preços ao consumidor.
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