O presidente da Argentina, Javier Milei, criticou os produtores de alimentos em uma entrevista, no meio de uma disputa de preços com supermercados. Os produtores pediram aumentos de 7% a 9% nos preços, mas as grandes redes de varejo se opuseram. O governo de Milei, que fez um acordo com o FMI e retirou restrições cambiais, apoiou os supermercados. O ministro da Economia, Luis Caputo, elogiou a decisão das redes de não aceitar os aumentos, destacando a queda no consumo, que caiu 5,4% em março. A inflação também é uma preocupação, com um aumento de 3,7% em março, especialmente nos alimentos, que subiram 5,9%. Após a pressão, a empresa Molinos decidiu não aumentar os preços, o que foi bem recebido pelo governo. A situação mostra a instabilidade econômica na Argentina e a luta para controlar a inflação e proteger o poder de compra da população.
O presidente argentino, Javier Milei, criticou duramente produtores de bens de consumo durante entrevista, em meio a tensões com supermercados sobre aumentos de preços. A declaração ocorreu após produtores enviarem listas com elevações de 7% a 9%, rejeitadas pelas grandes redes varejistas.
O governo de Milei, que implementou um plano de resgate com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e removeu restrições cambiais, apoiou a postura dos supermercados. O ministro da Economia, Luis Caputo, celebrou a decisão das redes de rejeitar os aumentos, publicando mensagens de apoio nas redes sociais.
A disputa de preços ocorre em um cenário de alta inflação e flutuação do dólar. A moeda argentina subiu 12% logo após a liberação do câmbio, atingindo 1.230 pesos por unidade. Produtores de óleo, cereais e produtos de limpeza repassaram o aumento do dólar aos preços, mas encontraram resistência nos supermercados.
De acordo com o diretor da Associação de Supermercados Unidos (ASU), Vasco Martínez, o mercado não tem condições de absorver os aumentos, especialmente diante da queda no consumo. O consumo minorista caiu 5,4% em março, acumulando uma retratação de 8,6% no primeiro trimestre.
A inflação também preocupa o governo, com alta de 3,7% em março, revertendo a tendência de queda. Os alimentos subiram acima da média, atingindo 5,9%, o que motivou o apelo do governo aos supermercados para resistirem aos aumentos.
Após a repercussão, a empresa Molinos anunciou a retirada dos aumentos, o que foi comemorado por Caputo. A situação demonstra a instabilidade econômica na Argentina e a busca por soluções para conter a inflação e proteger o poder de compra da população.
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