A Ferrero, famosa por produtos como Nutella e Ferrero Rocher, está usando a avelã para lidar com o aumento dos preços do cacau. A empresa, que já tem a avelã como ingrediente principal em muitos de seus produtos, quer melhorar sua produção e controlar melhor a qualidade. A história da Nutella começou após a Segunda Guerra Mundial, quando os fundadores da Ferrero usaram avelãs para substituir parte do cacau. Hoje, a Ferrero tem 35 marcas e faturou 18,4 bilhões de euros no último ano. A empresa também criou uma divisão para cultivar avelãs em vários países, garantindo um fornecimento sustentável. O Brasil é um mercado importante para a Ferrero, representando 70% de suas vendas na América do Sul, e a empresa planeja lançar novos produtos para a Páscoa, focando em opções que possam ser dadas de presente.
Ferrero aposta em avelãs para mitigar alta do cacau e expande atuação no Brasil
A Ferrero, gigante italiana de chocolates, tem na avelã um trunfo para enfrentar o aumento global dos preços do cacau. O fruto é base de produtos como Ferrero Rocher, Kinder Ovo e Nutella, sendo central na estratégia da empresa.
Segundo Fernando Careli, diretor de Assuntos Corporativos da Ferrero para a América do Sul, o cacau é apenas um dos ingredientes dos produtos da marca. A empresa busca eficiências na cadeia produtiva para evitar repassar os altos custos das matérias-primas aos consumidores.
História da avelã na Ferrero remonta à Segunda Guerra Mundial
A receita da Nutella surgiu após a Segunda Guerra Mundial, quando os irmãos Pietro e Giovanni Ferrero buscaram alternativas para reduzir o uso de cacau e aproveitar a abundância de avelãs na região de Alba, no norte da Itália. A aposta resultou no Super Crema, precursor da Nutella.
Atualmente, a Ferrero possui 35 marcas de confeitaria, snacks e balas, com faturamento de € 18,4 bilhões no ano fiscal encerrado em agosto de 2024. Em 2015, criou a Ferrero Hazelnut Company (HCo), divisão dedicada à produção de avelãs em fazendas na Turquia, Itália, EUA e Chile.
Verticalização e sustentabilidade são prioridades
A Turquia responde por cerca de 70% da produção global de avelã. Para a Ferrero, a verticalização da produção garante controle de qualidade e sustentabilidade. Na Itália, a empresa colabora com universidades e institutos de pesquisa para promover o cultivo sustentável da fruta.
A produção de avelãs é exigente em termos climáticos, o que reforça a importância da especialização da Ferrero no mercado. A empresa também pode ser beneficiada pelas tarifas de Donald Trump, que impactam mais as empresas americanas do que as europeias.
Brasil é mercado estratégico para a Ferrero
O Brasil é um dos dez principais mercados da Ferrero, respondendo por 70% do negócio na América do Sul. A empresa dobrou o volume de negócios no país nos últimos quatro anos e planeja expandir o portfólio.
Para a Páscoa, a Ferrero aposta em produtos “presenteáveis”, com opções para diferentes públicos e preços, desde caixas com bombons até ovos de maior valor. A estratégia visa democratizar o acesso a produtos de qualidade.
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