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Taxas de até US$ 1 milhão por navio chinês podem impactar o transporte marítimo nos EUA

Taxas de US$ 1 milhão para navios chineses nos EUA podem impactar fortemente o setor de transporte marítimo, elevando custos e alterando rotas.

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Os navios porta-contêineres, que transportam quase 90% dos produtos manufaturados do mundo, estão no centro da disputa comercial entre os EUA e a China. Donald Trump propôs uma taxa de 1 milhão de dólares para cada navio chinês que chegue a portos americanos, com o objetivo de fortalecer a construção naval nos EUA. Essa medida afetará grandes empresas de transporte, como a MSC e a Maersk, que dependem da construção de navios na China. Especialistas afirmam que essas empresas enfrentarão custos altos, a menos que mudem suas estratégias. A maioria dos navios das operadoras chinesas é fabricada na China, e cerca de 25% das frotas da MSC e da Maersk também são construídas lá. Apesar disso, as empresas continuam a fazer novos pedidos. Para evitar as taxas, algumas companhias estão alterando suas rotas e reduzindo o número de escalas em portos dos EUA. As taxas podem gerar entre 40 bilhões e 52 bilhões de dólares para os cofres americanos, segundo uma pesquisa.

Os navios porta-contêineres, que transportam quase 90% dos produtos manufaturados globalmente, estão no centro da disputa comercial entre os EUA e a China. O ex-presidente Donald Trump propôs uma taxa de US$ 1 milhão para cada navio chinês que atracar em portos americanos, visando fortalecer a construção naval nos Estados Unidos.

Essa medida impactará grandes transportadoras, como MSC Mediterranean Shipping e A.P. Moller-Maersk, que dependem da construção naval na China. Peter Sand, analista da plataforma de análise de frete Xeneta, afirmou que as empresas enfrentarão custos adicionais significativos, a menos que adotem estratégias extraordinárias. As operadoras chinesas são as mais afetadas, pois a maioria de seus navios é fabricada na China.

Dados da Alphaliner mostram que cerca de 25% das frotas da MSC e da Maersk são construídas na China, com a MSC dependendo de 90% de sua carteira de pedidos de estaleiros chineses. Apesar disso, as transportadoras continuam a fazer novos pedidos, como os navios “megamax” encomendados pela MSC e outras empresas em fevereiro e março.

Para evitar as taxas, algumas companhias marítimas estão mudando suas rotas e reduzindo o número de escalas em portos dos EUA. Sand destacou que a nova aliança entre Maersk e Hapag-Lloyd pode dar uma vantagem competitiva, já que a MSC faz escalas em mais portos, o que pode resultar em custos mais altos. As taxas podem gerar entre US$ 40 bilhões e US$ 52 bilhões para os cofres dos EUA, segundo a Clarksons Research Services.

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