No primeiro trimestre de 2024, empresas brasileiras e o governo captaram 11,1 bilhões de dólares no mercado externo, o maior valor desde 2014, segundo a Anbima. Esse montante veio de doze operações, sendo 6,4 bilhões de dólares de empresas, 2,3 bilhões de instituições financeiras e 2,5 bilhões em emissões do governo. Guilherme Maranhão, da Anbima, alerta que esse bom desempenho não deve se repetir no segundo trimestre por causa da instabilidade nos Estados Unidos, onde empresas de grau de investimento estão evitando o mercado de capitais. No Brasil, os fundos de crédito privado estão captando novamente, o que aumenta a demanda por títulos. O mercado secundário de debêntures cresceu 34,2%, alcançando 196,6 bilhões de reais. As debêntures de securitização se destacaram com 7,6 bilhões de reais, enquanto os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) tiveram uma queda significativa, de 13,43 bilhões para 6,88 bilhões de reais. Maranhão explica que os juros altos dificultam a captação de recursos. Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) estão se recuperando, com o volume de ofertas subindo de 430 milhões para 1,62 bilhão de reais.
Empresas brasileiras e o governo captaram US$ 11,1 bilhões no mercado externo no primeiro trimestre de 2024, o maior volume desde 2014, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Este total foi obtido em doze operações, com US$ 6,4 bilhões provenientes de companhias, US$ 2,3 bilhões de instituições financeiras e US$ 2,5 bilhões em emissões soberanas.
Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, alerta que esse desempenho não deve se repetir no segundo trimestre devido à turbulência nos Estados Unidos. Ele observa uma freada brusca nas emissões, com empresas americanas de grau de investimento recorrendo pouco ao mercado de capitais. Maranhão destaca que o cenário atual é de ruído de recessão e vendas intensas de títulos do Tesouro americano.
No mercado local, os fundos de crédito privado estão captando novamente, aumentando a demanda por títulos. Maranhão afirma que as instituições financeiras estão garantindo as captações e escoando os títulos no mercado secundário, que cresceu 34,2% no primeiro trimestre, atingindo R$ 196,6 bilhões. A participação de pessoas físicas no mercado secundário também aumentou.
As debêntures de securitização se destacaram, com R$ 7,6 bilhões captados, enquanto os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) enfrentaram uma queda significativa, de R$ 13,43 bilhões para R$ 6,88 bilhões. Maranhão explica que os juros altos limitam as oportunidades de captação. Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) mostraram sinais de recuperação, com o volume de ofertas subindo de R$ 430 milhões para R$ 1,62 bilhão.
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