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Indústria brasileira de alumínio busca cotas para exportação aos EUA em vez de tarifa de 25%

Indústria brasileira de alumínio busca cotas para exportação aos EUA, temendo desvio de comércio e competição acirrada por sucata reciclada.

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A indústria de alumínio do Brasil está pedindo ao governo que substitua a tarifa de 25% nas exportações para os Estados Unidos por um sistema de cotas. Essa tarifa foi imposta em março de 2023 e está dificultando o acesso ao mercado americano. A presidente da Associação Brasileira da Indústria do Alumínio, Janaina Donas, explicou que, em 2018, o setor aceitou tarifas menores, mas agora a situação é diferente. As negociações estão em andamento entre os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mas ainda estão nas fases iniciais. Em 2024, o Brasil exportou 72 mil toneladas de alumínio para os EUA, gerando 267 milhões de dólares, o que representa 1% das importações americanas. A nova tarifa também afeta produtos como ar condicionado, aumentando a incerteza sobre sua aplicação. Donas alertou sobre o risco de desvio de comércio, com a China podendo redirecionar suas exportações. Os EUA dependem de importações para dois terços do seu consumo de alumínio e podem aumentar a competição pela sucata reciclada, um setor onde o Brasil se destaca, com quase 1 milhão de toneladas de capacidade de reciclagem e 60% do suprimento nacional vindo de material reciclado.

A indústria brasileira de alumínio busca a implementação de cotas para exportações aos Estados Unidos, substituindo a tarifa de 25% imposta desde março de 2023. A presidente da Associação Brasileira da Indústria do Alumínio (Abal), Janaina Donas, afirma que a tarifa inviabiliza o acesso ao mercado americano, destacando que, em 2018, o setor optou por tarifas menores.

As negociações estão sendo conduzidas pelos ministérios das Relações Exteriores (MRE) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Donas ressalta que as tratativas estão em fase preliminar e não há previsão de uma decisão rápida. Uma alternativa discutida é a isenção de tarifas para produtos que não possuem fabricação nos EUA.

Em 2024, o Brasil exportou 72 mil toneladas de alumínio para os EUA, gerando US$ 267 milhões. Apesar de representar apenas 1% das importações americanas, esse volume corresponde a 16,8% das exportações totais do Brasil. A nova tarifa também abrange produtos como ar condicionado, aumentando as incertezas sobre sua aplicação.

A presidente da Abal alerta para o risco de desvio de comércio, com a China podendo deslocar suas exportações para o Brasil. Os EUA, que dependem de importações para suprir cerca de dois terços de seu consumo de alumínio, podem intensificar a competição pela sucata reciclada, um setor em que o Brasil se destaca. A capacidade instalada de reciclagem no Brasil é de quase 1 milhão de toneladas, e a sucata reciclada representa 60% do suprimento nacional.

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