Os gastos do Tesouro Nacional diminuíram em 2024, mas as contas públicas ainda estão no vermelho, com um déficit primário de 0,4% do PIB e um déficit nominal de 8,45% do PIB. A dívida bruta subiu para 76,1% do PIB, o que preocupa sobre a saúde financeira do governo Lula. Embora os gastos tenham caído de 19,5% para 18,7% do PIB, essa redução é vista com cautela, já que 95% do orçamento está comprometido com despesas obrigatórias e a arrecadação deve cair devido à economia fraca. Em anos anteriores, houve distorções nos dados, como o calote de precatórios em 2022, que afetou as despesas. Em 2023, os gastos aumentaram por conta do pagamento desses precatórios e do aumento do Bolsa Família. A queda em 2024, portanto, é em relação a uma base elevada, tornando a análise mais difícil. O governo também antecipou pagamentos de R$ 32 bilhões em precatórios para 2023, o que impactou os resultados fiscais. A falta de um plano claro para cortar despesas e a desconfiança do mercado aumentam a pressão sobre a política fiscal, e economistas alertam que o próximo presidente, que assumirá em 2027, precisará implementar novas medidas para enfrentar esses desafios.
Os gastos do Tesouro Nacional diminuíram em 2024, mas as contas públicas continuam deficitárias. O déficit primário foi de 0,4% do PIB, enquanto o déficit nominal alcançou 8,45% do PIB. A dívida bruta subiu para 76,1% do PIB, gerando preocupações sobre a sustentabilidade fiscal do governo Lula.
Embora os gastos tenham caído de 19,5% para 18,7% do PIB, essa redução é vista com cautela. Cerca de 95% do Orçamento está comprometido com despesas obrigatórias, e a arrecadação deve desacelerar devido à economia fraca. O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, destaca que o cenário futuro é preocupante.
A análise dos dados revela distorções desde 2022, quando o calote dos precatórios reduziu artificialmente as despesas. Em 2023, os gastos aumentaram devido ao pagamento de precatórios e à ampliação do Bolsa Família. A queda em 2024, portanto, ocorre sobre uma base elevada, dificultando a interpretação dos números.
Além disso, o governo antecipou pagamentos de R$ 32 bilhões em precatórios para 2023, o que impactou os resultados fiscais. A falta de um plano consistente para cortar despesas e a crescente desconfiança do mercado aumentam a pressão sobre a política fiscal. Economistas alertam que o próximo presidente, que assumirá em 2027, precisará implementar novas medidas para enfrentar esses desafios.
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