Os fundos de previdência dos servidores de estados e municípios investiram R$ 1,7 bilhão em letras financeiras do Banco Master, atraídos por suas altas taxas, mesmo sem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos. O Rioprevidência é o maior investidor, com R$ 970 milhões, seguido pelo Amprev, que possui R$ 410 milhões. Em uma reunião do Rioprevidência, foi discutido o retorno atrativo das taxas do Master, apesar de questionamentos de órgãos reguladores. Outros fundos, como o de servidores do estado do Amazonas e de municípios como Cajamar e São Roque, também alocaram recursos significativos nas letras do banco. O fundo de Cajamar, por exemplo, tem quase R$ 100 milhões investidos. O Banco Master, que reportou um passivo de R$ 2,3 bilhões em letras financeiras, está passando por uma venda parcial para o Banco de Brasília, que está sendo analisada pelo Banco Central e pelo Cade, em meio a preocupações sobre os riscos desses investimentos.
Os fundos de previdência dos servidores de estados e municípios investiram R$ 1,7 bilhão em letras financeiras do Banco Master, atraídos por suas altas taxas, mesmo sem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Entre os principais investidores estão o Rioprevidência, com R$ 970 milhões, e o Amprev, que possui R$ 410 milhões aplicados.
Uma ata de reunião do Rioprevidência, realizada em outubro de 2023, revelou que a atratividade das taxas oferecidas pelo Master foi discutida, mesmo diante de questionamentos de órgãos reguladores. O diretor de investimentos, Euchério Lerner Rodrigues, destacou que as taxas do Master eram superiores às de outras instituições, apesar das preocupações levantadas.
Além do Rioprevidência e do Amprev, outros fundos de pensão, como o de servidores do estado do Amazonas e de municípios como Cajamar e São Roque, também alocaram recursos significativos nas letras do banco. O fundo de Cajamar, por exemplo, possui quase R$ 100 milhões investidos, representando 15,4% de sua carteira.
O Banco Master, que recentemente reportou um passivo de R$ 2,3 bilhões em letras financeiras, enfrenta um cenário de alta de 54% em relação ao ano anterior. A venda parcial da instituição para o Banco de Brasília (BRB) está sob análise do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), refletindo a crescente preocupação com os riscos associados a esses investimentos.
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