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Guerra comercial de Trump gera incertezas e oportunidades para empresas brasileiras nos EUA

Empresas brasileiras se adaptam à guerra comercial de Trump, buscando oportunidades nos EUA, mas enfrentam incertezas e desafios logísticos.

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A escalada de tarifas promovida por Donald Trump está afetando a economia global e as relações comerciais entre os EUA e o Brasil. Empresas brasileiras, como a Forbal Automotive e a Usaflex, estão se adaptando a esse novo cenário e buscando oportunidades de exportação para os EUA. A Forbal Automotive, que fabrica autopeças no Rio Grande do Sul, investiu R$ 4 milhões em um centro de distribuição na Flórida, com a meta de que até 2028, metade de suas exportações venha dos EUA. A Usaflex, que produz calçados, recebeu interesse de varejistas americanos devido às altas tarifas sobre produtos asiáticos, o que pode beneficiar o calçado brasileiro. A iGUi, fabricante de piscinas, também se adaptou, mudando sua estratégia de exportação para enviar produtos diretamente do Brasil, reduzindo custos. No entanto, a incerteza persiste. A Della Foods, que fabrica alimentos, e a Tecnorise, que fornece tecnologia, enfrentam desafios com o aumento dos custos e a instabilidade do mercado. A valorização do dólar e as tarifas elevadas impactam os preços de produção, afetando toda a cadeia produtiva.

A escalada tarifária promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem gerado impactos significativos na economia global, afetando diretamente as relações comerciais entre os EUA e o Brasil. Empresas brasileiras, como a Forbal Automotive e a Usaflex, estão se adaptando a esse novo cenário, buscando oportunidades de exportação para o mercado americano, enquanto enfrentam incertezas logísticas e tarifárias.

A Forbal Automotive, que produz autopeças no Rio Grande do Sul, investiu R$ 4 milhões em um centro de distribuição na Flórida, visando atender fabricantes de máquinas agrícolas. O CEO, Giuliano Santos, destaca que a empresa já exportava para os EUA e agora busca aumentar sua presença no mercado, prevendo que até 2028, 50% da receita de exportações venha dos Estados Unidos. A Usaflex, por sua vez, recebeu interesse de varejistas americanos em função das tarifas elevadas sobre produtos asiáticos, o que abre uma janela de oportunidades para o calçado brasileiro.

Outras empresas, como a iGUi, fabricante de piscinas, também se beneficiam da situação. A empresa alterou sua estratégia de exportação, enviando produtos diretamente do Brasil para os EUA, o que resulta em custos mais baixos em comparação com a produção no México. O CEO, Filipe Sisson, afirma que a mudança de estratégia favoreceu a competitividade da empresa no mercado americano, onde as exportações representam 20% do faturamento.

Entretanto, a incerteza persiste. A Della Foods, fabricante de alimentos, e a Tecnorise, empresa de tecnologia, relatam desafios relacionados ao aumento dos custos e à instabilidade do mercado. Pamela Manfrin, CEO da Della Foods, observa que a valorização do dólar e as tarifas elevadas impactam diretamente os custos de produção. Wylkie Colares, da Tecnorise, destaca que a dependência de componentes importados pode elevar os preços finais, afetando toda a cadeia produtiva.

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