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Tarifas recíprocas de Trump: Brasil paga menos imposto de importação que os EUA

Tarifas de importação dos EUA e Brasil revelam discrepâncias: estudo aponta que alíquota efetiva brasileira é bem menor do que a oficial.

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Donald Trump, presidente dos EUA, quer aumentar as tarifas de importação, alegando que os EUA pagam mais impostos do que recebem de outros países, como o Brasil. Ele menciona que a alíquota média de importação do Brasil é maior que a dos EUA. No entanto, estudos mostram que a tarifa efetiva que o Brasil paga em importações dos EUA é bem menor, variando entre 2,9% e 3%. Enquanto a alíquota média de importação do Brasil é de 11,2%, a dos EUA é de 3,3%.

A economista Marta dos Reis Castilho explica que, devido a isenções e benefícios fiscais, a tarifa média efetivamente paga pelo Brasil em importações dos EUA foi de 2,9% no último ano, o que é próximo à taxa americana. Entre janeiro e agosto de 2024, o Brasil importou R$ 140 bilhões em produtos dos EUA e arrecadou R$ 4,2 bilhões em Imposto de Importação, confirmando a taxa efetiva de 3%. A Confederação Nacional da Indústria também confirmou que a tarifa média é de 2,7%. Regimes de isenção, como o Drawback e o Ex-tarifário, ajudam a reduzir a carga tributária sobre importações no Brasil, resultando em tarifas efetivas mais baixas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defende o aumento das tarifas de importação, alegando que os EUA pagam mais em impostos do que recebem de seus parceiros comerciais. Ele menciona que a alíquota média de importação do Brasil é superior à dos EUA, justificando a proposta de tarifas recíprocas. No entanto, estudos recentes revelam que a tarifa efetiva paga pelo Brasil em importações dos EUA é bem menor, variando entre 2,9% e 3%, desafiando a lógica de Trump.

A alíquota média de importação do Brasil é de 11,2%, enquanto a dos EUA é de 3,3%, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC). Contudo, a tarifa efetiva, que considera isenções e benefícios fiscais, é significativamente reduzida. A economista Marta dos Reis Castilho, especialista em comércio internacional, aponta que a tarifa média efetivamente paga pelo Brasil em importações dos EUA foi de 2,9% no último ano, próximo à taxa americana.

Entre janeiro e agosto de 2024, o Brasil importou R$ 140 bilhões em produtos dos EUA, arrecadando R$ 4,2 bilhões em Imposto de Importação, o que confirma a taxa efetiva de 3%. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) corroborou esses dados, indicando uma alíquota média de 2,7% para as importações dos EUA. A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, destacou que a tarifa brasileira já é inferior ao que os EUA alegam.

Os regimes de isenção, como o Drawback e o Ex-tarifário, contribuem para a redução da carga tributária sobre importações no Brasil. Esses mecanismos permitem a suspensão de impostos sobre insumos e a isenção de tarifas para máquinas e equipamentos sem similares nacionais. A predominância de produtos importados dos EUA que se enquadram nesses regimes resulta em tarifas efetivas mais baixas, segundo Castilho.

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