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Argentina renova swap cambial de US$ 18 bilhões com a China em meio a tensões geopolíticas

Argentina renova swap cambial com a China em US$ 5 bilhões, enquanto FMI avalia novo programa de crédito. A disputa por influência na região se intensifica.

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A Argentina renovou um acordo de swap cambial com a China, no valor de 5 bilhões de dólares, por um ano. O Banco Central argentino anunciou isso antes da visita do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. O swap cambial é um acordo que permite a troca de moedas entre bancos centrais, ajudando em pagamentos internacionais. Este acordo faz parte de uma linha maior de 18 bilhões de dólares. O governo anterior, de Alberto Fernández, usou esse mecanismo para pagar dívidas e importações durante a crise econômica. A renovação precisa ser aprovada pelo Banco Popular da China.

Esse momento é importante, pois a América Latina, especialmente a Argentina, é um campo de disputa entre os Estados Unidos e a China. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também está prestes a votar um novo programa de crédito de 20 bilhões de dólares para a Argentina, o que pode ser visto como um apoio dos EUA. O enviado da Casa Branca para a América Latina criticou o swap, chamando-o de “empréstimo” e pedindo seu fim. Em resposta, a China pediu aos EUA que ajudem mais a região. O presidente Javier Milei, que é a favor dos EUA, enfrenta um dilema, pois, embora tenha criticado a China durante a campanha, agora reconhece sua importância como parceiro comercial.

A Argentina renovou um acordo de swap cambial com a China, avaliando-se em US$ 5 bilhões por um período de 12 meses. O anúncio foi feito pelo Banco Central argentino, poucos dias antes da visita do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ao país. O swap cambial é um mecanismo que permite a troca de moedas entre bancos centrais, facilitando pagamentos internacionais.

Esse acordo é parte de uma linha de swap maior, que totaliza US$ 18 bilhões. Em 2023, o governo anterior, liderado por Alberto Fernández, utilizou esse mecanismo para honrar dívidas e importações em meio à crise econômica. A renovação do swap ainda depende da aprovação do Banco Popular da China.

O momento da renovação é considerado estratégico, dado o crescente embate por influência entre os Estados Unidos e a China na América Latina. O Fundo Monetário Internacional (FMI) votará um novo programa de crédito de US$ 20 bilhões para a Argentina, o que pode ser interpretado como um apoio dos EUA, já que o país é o maior acionista da instituição.

Mauricio Claver-Carone, enviado da Casa Branca para a América Latina, criticou o swap, considerando-o uma forma de “empréstimo” e defendendo seu fim. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China pediu aos EUA que adotem uma postura mais construtiva em relação ao desenvolvimento da região. O presidente Javier Milei, que tem uma postura favorável aos EUA, enfrenta um dilema, já que, apesar de ter criticado a China durante sua campanha, agora reconhece a importância do país asiático como parceiro comercial.

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