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Déficit de infraestrutura na América Latina e Caribe ultrapassa US$ 250 bilhões anuais

Déficit em infraestrutura na América Latina ultrapassa US$ 250 bilhões anuais; BID destaca parcerias público-privadas como solução, com Peru liderando.

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A América Latina e o Caribe precisam de mais de 250 bilhões de dólares por ano para melhorar sua infraestrutura, que inclui estradas, portos, escolas e hospitais. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disse que o governo não consegue resolver esse problema sozinho. Durante um evento em Lima, o BID falou sobre a importância de parcerias entre o setor público e privado. Nos últimos trinta anos, a região recebeu 770 milhões de dólares em investimentos privados, um valor maior do que o de países da Ásia e Caribe. O BID também alertou que não investir em infraestrutura pode fazer a economia encolher até 15%. Para melhorar o acesso a água e saneamento, a região precisaria investir 0,5% do PIB a cada ano, o que não é viável apenas com dinheiro público. O ministro da Economia do Peru anunciou que o país tem um plano de 70 bilhões de dólares para parcerias entre empresas e governo, acreditando que isso pode melhorar os serviços. O Peru já tem hospitais e projetos de saneamento funcionando assim, mostrando que essa abordagem pode dar certo. O BID também oferece ajuda técnica para resolver problemas entre os parceiros e fortalecer os projetos. Mobilizar dinheiro privado é visto como essencial para os investimentos necessários na região.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) revelou que a América Latina e o Caribe enfrentam um déficit de mais de US$ 250 bilhões anuais em investimentos em infraestrutura. Essa lacuna abrange tanto a infraestrutura econômica, como portos e rodovias, quanto a social, incluindo escolas e hospitais. O vice-presidente executivo do BID, Jordan Schwartz, destacou que “o setor público não tem capacidade de abordar o problema sozinho”.

Durante o evento PPP Americas, realizado em Lima, o BID enfatizou a relevância das parcerias público-privadas para suprir essa necessidade. Nos últimos trinta anos, a região recebeu US$ 770 milhões em investimentos privados, superando em quase 25% os valores de países da Ásia e Caribe. O BID também alertou que não investir em infraestrutura pode reduzir o PIB em até 15%.

Para resolver as deficiências em água e saneamento, o BID estima que a região precisaria investir 0,5% do PIB anualmente, um valor considerado inviável apenas com recursos públicos. O ministro da Economia e Finanças do Peru, José Antonio Salardi Rodríguez, anunciou que o país possui um portfólio de US$ 70 bilhões em associações entre empresas e governo, acreditando que essa é a melhor abordagem para melhorar os serviços.

O Peru já implementou hospitais e projetos de saneamento sob esse modelo, mostrando resultados positivos. O BID também oferece assistência técnica para resolver conflitos entre os parceiros e fortalecer os projetos. A mobilização de capital privado é vista como essencial para avançar nos investimentos necessários na região.

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