O presidente executivo da Shein, Donald Tang, reafirmou o compromisso da empresa em abrir seu capital, mesmo diante das pressões da administração do presidente Donald Trump para reequilibrar o comércio global. Em entrevista à Bloomberg News, Tang destacou que uma listagem poderia aumentar a transparência da Shein, que enfrenta críticas por supostas violações trabalhistas em […]
O presidente executivo da Shein, Donald Tang, reafirmou o compromisso da empresa em abrir seu capital, mesmo diante das pressões da administração do presidente Donald Trump para reequilibrar o comércio global. Em entrevista à Bloomberg News, Tang destacou que uma listagem poderia aumentar a transparência da Shein, que enfrenta críticas por supostas violações trabalhistas em sua cadeia de suprimentos na China. Recentemente, investidores sugeriram que a avaliação da empresa deveria ser reduzida para cerca de US$ 30 bilhões, uma diminuição significativa em relação a avaliações anteriores.
A Shein também lida com a proposta do governo Trump de eliminar a isenção de tarifas para importações de pequenas mercadorias da China, o que poderia impactar os preços de produtos populares entre os consumidores americanos. Tang assegurou que a empresa está buscando maneiras de manter os preços acessíveis, mesmo diante de possíveis mudanças nas tarifas. Ele mencionou que a Shein está explorando a redução de custos através de embalagens mais eficientes e minimização de desperdícios.
Além disso, Tang comentou sobre a estratégia de estocar produtos nos EUA, alertando que isso poderia resultar em mercadorias não vendidas, o que não seria sustentável. A Shein, que começou na China e agora está sediada em Cingapura, está diversificando sua cadeia de suprimentos, com alguns fornecedores estabelecendo produção no Vietnã. A empresa também possui fábricas no Brasil, ampliando sua presença no mercado.
O crescimento acelerado da Shein tem gerado preocupações sobre as condições de trabalho em suas fábricas, com alegações de jornadas extenuantes. Tang defendeu a política de “tolerância zero” da empresa em relação ao trabalho forçado e infantil, afirmando que contratos com fornecedores que violam essas normas são rescindidos. A Shein, que foi avaliada em até US$ 100 bilhões em 2022, apresentou documentos para uma listagem em Londres, com Tang enfatizando a importância de ganhar a confiança do público para o crescimento da empresa.
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