Uma pesquisa pré-Copom realizada pelo BTG com agentes do mercado indica que cerca de 90% dos participantes esperam um aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic na reunião do Banco Central na próxima semana. Para a reunião de maio, aproximadamente 70% projetam um aumento de 0,5 ponto. As expectativas para junho estão divididas, com […]
Uma pesquisa pré-Copom realizada pelo BTG com agentes do mercado indica que cerca de 90% dos participantes esperam um aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic na reunião do Banco Central na próxima semana. Para a reunião de maio, aproximadamente 70% projetam um aumento de 0,5 ponto. As expectativas para junho estão divididas, com 36% prevendo uma alta de 0,25 ponto, enquanto outros consideram a possibilidade de um aumento maior ou até mesmo a manutenção da taxa.
Em relação à comunicação do Copom, a pesquisa mostra um cenário fragmentado. Aproximadamente 38% dos participantes acreditam que a comunicação indicará uma redução no ritmo de ajustes, enquanto 20% esperam um sinal de continuidade do ciclo de alta, mas com ajustes menores. Por outro lado, 36% esperam uma comunicação sem indicações claras, o que é visto como uma postura mais cautelosa. Quando questionados sobre a comunicação ideal, 38% defendem uma abordagem de “sem indicação explícita”.
Sobre a Selic ao final de 2025, a maioria dos participantes (53%) acredita que a taxa estará entre 14,50% e 15%. Em segundo lugar, 24% veem a Selic entre 15,25% e 15,75%, enquanto 19% acreditam que ficará entre 13,75% e 14,25%. Quanto à possibilidade de cortes de juros no segundo semestre de 2025, a maioria considera a probabilidade baixa, com 20% acreditando que não haverá cortes nesse período.
A pesquisa também abordou o impacto da possível isenção do Imposto de Renda (IR) de até R$ 5 mil. A maioria, 38%, considera que essa medida seria negativa ou muito negativa para o mercado, especialmente se implementada sem compensação fiscal. Cerca de 22% veem o impacto como levemente negativo, enquanto apenas 7% acreditam que a medida seria neutra. Em relação ao cenário global, 47% dos participantes acreditam que a chance de uma recessão nos Estados Unidos no segundo semestre de 2025 é baixa, mas 40% consideram essa probabilidade média.
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