Os mercados globais estão em expectativa com a implementação das tarifas de 25% sobre o aço e alumínio importados pelos Estados Unidos, marcada para a próxima quarta-feira, 12 de fevereiro de 2024. Essa medida do governo de Donald Trump pode impactar o Brasil, mas as ações das siderúrgicas não apresentaram quedas significativas após o anúncio, […]
Os mercados globais estão em expectativa com a implementação das tarifas de 25% sobre o aço e alumínio importados pelos Estados Unidos, marcada para a próxima quarta-feira, 12 de fevereiro de 2024. Essa medida do governo de Donald Trump pode impactar o Brasil, mas as ações das siderúrgicas não apresentaram quedas significativas após o anúncio, com o mercado prevendo um efeito limitado. O Bradesco BBI analisou as possíveis consequências para as siderúrgicas brasileiras, destacando que a Gerdau (GGBR4) pode ter um impacto positivo, já que produz localmente todos os volumes vendidos nos EUA, o que pode elevar os preços do aço.
Por outro lado, a Usiminas (USIM5) e a CSN (CSNA3) devem enfrentar impactos imateriais, uma vez que a maior parte de suas operações não depende do mercado norte-americano. A Usiminas, por exemplo, obtém apenas 2,5% do seu Ebitda da América do Norte, mas pode se beneficiar da maior disponibilidade de aço semiacabado no Brasil. A CBA (CBAV3) também deve sentir um impacto reduzido, com apenas 3% do Ebitda vindo dos EUA, segundo o BBI.
A Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais do Brasil (Apimec) alertou que empresas como CBA, Usiminas e CSN podem enfrentar dificuldades com a imposição das tarifas, destacando que a iminente guerra comercial não é favorável para o Brasil. As próximas semanas serão cruciais para entender as repercussões dessa decisão e como as empresas brasileiras se adaptarão a esse novo cenário.
Além disso, o Brasil exportou 4,49 milhões de toneladas de aço em 2024, um aumento de 14,1% em relação ao ano anterior. As tarifas impostas durante o governo Trump elevaram a capacidade produtiva da indústria siderúrgica dos EUA em 20% nos últimos seis anos. A Gerdau, com cerca de 50% de suas operações voltadas para o mercado norte-americano, pode se beneficiar desse movimento protecionista. Recentemente, Trump anunciou um aumento nas tarifas sobre produtos de aço e alumínio do Canadá, elevando a taxa para 50%, o que pode afetar ainda mais o cenário global.
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