Em fevereiro de 2025, a balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 324 milhões, contrastando com um superávit de US$ 5,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Esse resultado negativo decorre de US$ 22,93 bilhões em exportações e US$ 23,25 bilhões em importações. As exportações caíram 1,8% em relação a fevereiro de 2024, […]
Em fevereiro de 2025, a balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 324 milhões, contrastando com um superávit de US$ 5,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Esse resultado negativo decorre de US$ 22,93 bilhões em exportações e US$ 23,25 bilhões em importações. As exportações caíram 1,8% em relação a fevereiro de 2024, enquanto as importações aumentaram 27,6%. No acumulado do ano, o superávit é de US$ 1,93 bilhão, com exportações totalizando US$ 48,25 bilhões e importações US$ 46,31 bilhões.
O aumento nas importações foi impulsionado pela compra de uma plataforma de exploração de petróleo da China, avaliada em US$ 2,7 bilhões. Esse item foi um dos principais responsáveis pelo déficit, conforme informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações, por sua vez, apresentaram quedas significativas em produtos como minério de ferro (36,6%) e petróleo (21,6%), embora os produtos agropecuários tenham registrado um leve aumento de 1,8%.
O saldo negativo de fevereiro representa uma queda de 106% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo foi positivo em US$ 5,45 bilhões. Este é o primeiro déficit registrado em três anos. Nos dois primeiros meses de 2025, o saldo comercial acumulado foi de US$ 1,93 bilhão, uma redução de 83% em comparação ao mesmo período de 2024, que teve um superávit de US$ 11,33 bilhões.
Os dados revelam que, apesar do crescimento de 8,1% na indústria de transformação, as exportações enfrentam desafios, com uma queda geral de 5,9% em relação ao ano anterior. Os principais produtos exportados incluem celulose e carnes, enquanto as importações de plataformas de extração de petróleo, óleos combustíveis e motores não elétricos dominaram as compras externas.
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