O Morgan Stanley mantém uma posição underweight em ações brasileiras, mas identifica oportunidades de “bottom fishing”, que consiste em adquirir ativos a preços baixos. Os estrategistas do banco enfatizam a importância de selecionar ações com bom ROE (retorno sobre patrimônio líquido) e avaliações atrativas. Apesar dos desafios fiscais que o Brasil enfrenta, eles observam que […]
O Morgan Stanley mantém uma posição underweight em ações brasileiras, mas identifica oportunidades de “bottom fishing”, que consiste em adquirir ativos a preços baixos. Os estrategistas do banco enfatizam a importância de selecionar ações com bom ROE (retorno sobre patrimônio líquido) e avaliações atrativas. Apesar dos desafios fiscais que o Brasil enfrenta, eles observam que a economia e os lucros permanecem robustos, destacando que a maioria das ações no país está subvalorizada.
Os analistas do Morgan Stanley preferem ações de setores como petróleo e agricultura, citando empresas como Banco do Brasil (BBAS3), JBS (JBSS3) e Bradesco (BBDC4) como boas opções. Eles ressaltam que, mesmo em um cenário desafiador, essas empresas têm alta classificação e são vistas como overweight ou equalweight. A preferência por serviços financeiros em vez de consumo discricionário é justificada pela menor exposição ao risco cíclico.
A análise também aborda a sustentabilidade dos lucros no Brasil, considerando o déficit fiscal de quase 10% do PIB. Os analistas esperam um crescimento mais lento, mas acreditam que uma inflação em queda pode aliviar pressões fiscais e impulsionar o mercado. O foco recai sobre setores de exportação, com destaque para agricultura e petróleo, além de serviços financeiros que se mostram atraentes.
Por fim, o relatório menciona que apenas 20% das ações do índice Bovespa estão acima da média móvel de 200 dias, sugerindo uma possível correção no mercado. O Morgan Stanley acredita que revisões negativas de lucros serão cruciais à medida que a perspectiva macroeconômica se deteriora, reforçando a necessidade de uma mudança estrutural na política fiscal para um crescimento sustentável das ações brasileiras.
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