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Preços de celulose sobem em janeiro; Goldman Sachs prevê novos aumentos em fevereiro

- Aumento nos preços de celulose na China, com fibra curta a US$ 563/t e longa a US$ 782/t. - Paralisação da Chenming, grande fabricante de papel, impulsiona os preços. - Goldman Sachs prevê novos aumentos em fevereiro, dependendo da Chenming. - Bradesco BBI confirma eficácia das iniciativas de aumento de preços em janeiro. - Expectativa de preços da celulose chegando a US$ 600/t até 2025, apesar das incertezas.

Os preços de importação de celulose de fibra curta na China aumentaram US$ 17 por tonelada, alcançando US$ 563/t na última semana, enquanto os preços de revenda também subiram. Para a fibra longa, o preço de importação subiu US$ 9/t, totalizando US$ 782/t. O Goldman Sachs atribui essa alta à paralisação da Chenming, uma das […]

Os preços de importação de celulose de fibra curta na China aumentaram US$ 17 por tonelada, alcançando US$ 563/t na última semana, enquanto os preços de revenda também subiram. Para a fibra longa, o preço de importação subiu US$ 9/t, totalizando US$ 782/t. O Goldman Sachs atribui essa alta à paralisação da Chenming, uma das principais fabricantes de papel da China, considerando esse evento como o mais relevante para o aumento dos preços de celulose e papel nos últimos meses.

O banco americano prevê que novos aumentos de preços para ambas as fibras podem ocorrer em fevereiro, impulsionados pela continuidade da paralisação da Chenming e por interrupções temporárias na oferta, com manutenções programadas na América Latina. Analistas do Goldman destacam que a demanda por fibra curta deve ser sustentada pela substituição da fibra longa, apesar de um aumento significativo na oferta nos próximos anos.

Entretanto, o Goldman Sachs alerta que uma recuperação sustentável nos preços da celulose depende de os valores atingirem o custo marginal antes que cortes de oferta e recomposição de estoques sejam acionados. A paralisação da Chenming tem impedido que os preços alcancem esse custo, e a expectativa é de que os compradores na China não estejam prontos para recompor estoques devido a incertezas no mercado.

O Bradesco BBI também comentou sobre o aumento dos preços, confirmando que as iniciativas de elevação devem ser bem-sucedidas, com aumentos de US$ 20/t para fibra curta e US$ 10/t para fibra longa. Apesar das incertezas macroeconômicas, os analistas esperam que os preços da celulose se aproximem de US$ 600/t até 2025.

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