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Natura&Co traça estratégias de crescimento e rentabilidade após reestruturação e desinvestimentos

- A Natura&Co está reestruturando suas operações para aumentar a rentabilidade. - O projeto Wave-2 pode causar volatilidade e queda nas receitas a curto prazo. - A Avon deve ser reincorporada às finanças da Natura no 4º trimestre de 2024. - A distribuição de dividendos pode ser adiada para 2026, afetando investidores. - A Natura projeta crescimento na receita líquida, mas lucro líquido ainda negativo.

A Natura&Co (NTCO3) está implementando estratégias para melhorar sua rentabilidade e ampliar sua presença no mercado, focando em inovação e marketing. Após reestruturações que incluíram a venda de ativos, a empresa se mostra otimista, especialmente no Brasil, que lidera o crescimento na América Latina. O Itaú BBA recomenda a ação como marketperform, com um preço-alvo […]

A Natura&Co (NTCO3) está implementando estratégias para melhorar sua rentabilidade e ampliar sua presença no mercado, focando em inovação e marketing. Após reestruturações que incluíram a venda de ativos, a empresa se mostra otimista, especialmente no Brasil, que lidera o crescimento na América Latina. O Itaú BBA recomenda a ação como marketperform, com um preço-alvo de R$ 17, o que representa um potencial de alta de 37% em relação ao fechamento anterior.

O banco estima que o Ebitda ajustado da Natura será de R$ 3,19 bilhões em 2024, com margens em crescimento. As melhorias logísticas e o projeto Wave-2, que visa aumentar a eficiência e reduzir custos, são algumas das alavancas de rentabilidade. No entanto, o Itaú BBA prevê volatilidade nos próximos trimestres, especialmente na Argentina e no México, devido à adaptação ao novo modelo, com uma expectativa de queda de receita de um dígito médio no primeiro semestre.

A Natura está focada em expandir sua participação no mercado global, tanto em canais físicos quanto digitais. Atualmente, as lojas de varejo representam 11,6% do mercado total endereçável, com 943 lojas na América Latina. A empresa também está reformulando sua equipe de consultores na Argentina e no México para melhorar a rentabilidade. A reintegração da Avon às finanças da Natura está prevista para o quarto trimestre de 2024, o que pode complicar os relatórios financeiros.

Em relação aos dividendos, o Itaú BBA sugere que a Natura avalie sua geração de fluxo de caixa livre para definir sua política de pagamento. Com uma estrutura de capital favorável, a empresa poderia pagar cerca de R$ 1,8 bilhão em dividendos, representando um yield de aproximadamente 10%. Contudo, a incerteza em torno da Avon e o projeto Wave-2 podem adiar essa distribuição para 2026. A Natura projeta uma receita líquida de R$ 30,4 bilhões e um Ebitda ajustado de R$ 3,55 bilhões para este ano, com expectativas de crescimento, apesar do lucro líquido ainda negativo.

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