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Meta adiciona reconhecimento facial aos óculos inteligentes em milhões de aparelhos

NameTag, tecnologia de reconhecimento facial integrada ao app da Meta, ainda não ativada, levanta debate sobre privacidade e uso em dispositivos móveis

Photo-Illustration: WIRED Staff; Getty Images
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  • A Meta incorporou tecnologia de reconhecimento facial em seus óculos inteligentes, em um recurso internamente chamado NameTag, presente no aplicativo Meta AI usado em milhões de telefones.
  • O código já foi enviado aos celulares de usuários desde pelo menos janeiro, embora ainda não esteja ativo para todos.
  • O NameTag funciona convertendo rostos capturados pelos óculos em dados biométricos e os compara com faceprints armazenados no próprio telefone, gerando notificações se houver correspondência.
  • Até o momento, apenas traços da interface aparecem, com a versão de maio chamando o recurso de “Conexões” e indicando que ele pode “lembrar as pessoas que você conheceu”.
  • A Meta enfrenta críticas de privacidade e ações judiciais antigas sobre reconhecimento facial, mas a empresa afirma que, se for lançado, será com abordagem cuidadosa e transparente, sem criar um banco central de rostos.

Meta integrou discretamente código de reconhecimento facial em suas óculos inteligentes, segundo análise da WIRED. O recurso, chamado internamente de NameTag, está embutido no aplicativo de IA da empresa, instalado em milhões de celulares. Ele identifica pessoas captadas pela câmera dos óculos e avisa o usuário quando reconhece alguém.

A descoberta mostra que Meta já distribuía parte do sistema para dispositivos móveis, mesmo com a empresa afirmando, em março, que avaliava o tema com cautela. Pelas informações, componentes centrais do sistema estavam no software já distribuído desde janeiro.

O NameTag ainda não está ativo, mas funciona dentro de um app auxiliar da Meta IA, com mais de 50 milhões de downloads, necessário para funções dos modelos Ray-Ban e Oakley. Em caso de ativação, as faces seriam convertidas em assinaturas biométricas armazenadas no telefone do usuário, com notificações para reconhecimentos.

O saque de dados envolve três modelos de IA: detecção de faces, recorte das imagens e codificação em dados biométricos. A interface ainda é tímida, mas indicativos apontam para uma implementação próxima, com a versão de maio renomeando o recurso como Conexões, visando “lembrar as pessoas que você encontrou”.

Organizações de defesa de privacidade já pedem a Meta a abandonar o recurso, citando riscos de identificação silenciosa em espaços públicos. O debate ocorre em meio a processos e acordos anteriores envolvendo biometria, incluindo grandes litígios na Califórnia e no Texas.

Especialistas independentes revisaram a análise da WIRED. Um pesquisador afirmou que o sistema já está próximo de uma versão utilizável pelo público, enquanto outro comentou que a tecnologia poderia transformar usuários em uma forma de vigilância distribuída, caso liberada.

A empresa sustenta que não houve lançamento ao consumidor e que não há decisão final sobre o tema. Em nota, a Meta enfatizou que, se houver qualquer implementação, será com abordagem cuidadosa e transparência, sem a criação de uma base central de faces. Fontes: WIRED e análises independentes.

Contexto regulatório e histórico: a primeira geração de reconhecimento facial da Meta, lançada em 2010, gerou controvérsias e multas. Em 2021, a empresa anunciou a eliminação de biometrias coletadas, sob pressão de reguladores. O tema permanece sensível frente ao escrutínio público e a debates sobre consentimento e normas sociais.

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