- Brasil cria consórcio nacional de pesquisa em câncer, reunindo onze instituições para acelerar vacinas, diagnósticos e tratamentos voltados ao SUS.
- A iniciativa busca governança estável e infraestrutura permanente, com atuação integrada em todo o país e cooperação internacional.
- O projeto nasceu após acordo entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Oxford e já conta com um grupo de trabalho para definir gestão, princípios e comitês técnicos.
- O consórcio é coordenado pelo Hospital do Coração e envolve hospitais e centros como AC Camargo, Fiocruz, Inca, entre outros, com apoio do Decit.
- A primeira etapa prevê uma plataforma nacional de oncologia com dados padronizados, biobanco e armazenamento de amostras, para acelerar pesquisas e avaliação de tratamentos.
O Ministério da Saúde anunciou a criação de um consórcio nacional de pesquisa em câncer, reunindo 11 instituições brasileiras. A iniciativa visa acelerar vacinas, diagnósticos e tratamentos para pacientes do SUS. A proposta surgiu após acordo estratégico com a Universidade de Oxford e envolve governança e infraestrutura duradouras.
A SCTIE realizou a reunião na terça-feira, 26 de maio, com representantes de hospitais, universidades e centros científicos. O objetivo é criar uma rede nacional que conecte pesquisa pública, saúde e cooperação internacional, com foco nas necessidades do SUS.
A secretária Fernanda De Negri destacou que o projeto não é temporário, mas uma política de Estado capaz de sustentar a rede. A ideia é institucionalizar o consórcio, garantindo continuidade e investimentos estáveis ao longo do tempo.
Estrutura do consórcio
O grupo de trabalho institucionaliza o consórcio com modelo de gestão, princípios e comitês técnicos. O objetivo é integrar a capacidade científica de instituições de referência e ampliar a cooperação com parceiros internacionais.
Entre as instituições participantes estão AC Camargo, Beneficência Portuguesa, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Einstein, Sírio-Libanês, Inca, Fiocruz, UFMG, CNPEM e o Hospital do Coração, que coordena o projeto, segundo a SCTIE.
O consórcio contará com uma plataforma nacional de oncologia, integrada e segura, para padronizar dados. A iniciativa permitirá acompanhar pacientes e avaliar rapidamente a eficácia de tratamentos.
Plataforma colaborativa e biobanco
A plataforma reunirá informações de estudos oncológicos, com biobanco nacional que armazenará DNA, sangue, tecido tumoral e amostras biológicas. Dados de ensaios clínicos serão integrados para acelerar pesquisas.
O objetivo é reduzir a fragmentação de dados entre instituições e acelerar a geração de conhecimento. A centralização facilitará o desenvolvimento de novas terapias para a população brasileira.
A iniciativa conta com apoio do Decit, vinculado à SCTIE, e pretende avançar em etapas para consolidar a rede de pesquisa em câncer no Brasil. As ações visam resultados mais rápidos para diagnóstico e tratamento de pacientes do SUS.
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