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Quatro mamíferos venenosos existem, aponta estudo

Mesmo animais fofos podem ser peçonhentos; venenos de musaranhos, ornitorrincos, lóris e morcegos-vampiro provocam dor e riscos para humanos

Lóris-lento-de-Bengala, com pelagem marrom-clara e listra escura nas costas, olhos grandes e redondos, escalando um galho de árvore em ambiente escuro
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  • Musaranhos, como solenodontes, possuem veneno na saliva que é injetado por mordidas, ajudando a imobilizar presas; humanos costumam sentir apenas dor e inflamação passageira. Exemplos incluem Solenodon paradoxus, no Haiti e República Dominicana.
  • Ornitorrinco macho tem esporões nos calcanhares que liberam peçonha, especialmente na época de acasalamento; não é letal, mas causa dor intensa e não há antídoto. O animal é encontrado na Austrália.
  • Lóris-lento (gênero Nycticebus) é o único primata peçonhento; glândulas venenosas ficam nas patas dianteiras, com saliva tóxica, o que pode causar reações graves em ataques, principalmente quando ameaçado. Estão sob ameaça de extinção devido ao tráfico e desmatamento.
  • Morcegos-vampiros, como Desmodus rotundus, produzem anticoagulante na saliva para facilitar a alimentação; atinge principalmente o animal vítima, com exceção de galinhas, que podem morrer em mordidas. Encontram-se nas Américas, inclusive no Brasil.

Quatro mamíferos produzem toxinas e podem ser peçonhentos. A agressividade do veneno varia, mas a presença de peçonha entre mamíferos não é tão rara quanto parece. Veja casos e espécies envolvidas.

Musaranhos e solenodontes são os mais citados entre os mamíferos venenosos. A toxina fica na saliva e é injetada por mordidas para imobilizar presas, principalmente insetos e minhocas. A solenodon paradoxus é o exemplo mais conhecido.

No grupo dos mamíferos peçonhentos, o ornitorrinco se destaca pela peculiaridade: macho possui esporões venenosos no calcanhar. A toxicidade é maior na época de acasalamento, servindo de arma entre machos.

Entre os primatas, o lóris-lento é único com veneno, produzido por glândulas nas patas dianteiras que secretam toxinas na saliva. A defesa envolve lamber as glândulas e mordida mais grave.

Morcegos-vampiros integram o trio de espécies que se alimentam de sangue. Na saliva, atuam anticoagulantes que facilitam a alimentação, especialmente em aves de criação, como galinhas.

Quais são as regiões de ocorrência? Musaranhos e solenodontes ocorrem em áreas específicas, com solenodon habitando ilhas do Caribe. Ornitorrinco está restrito à Austrália e ilhas próximas.

O lóris-lento vive no sul da Ásia e na Oceania, destacando-se pela distribuição regional e pela vulnerabilidade ambiental. A caça ilegal e o desmatamento ameaçam a espécie.

Os morcegos-vampiros aparecem nas Américas, do México à Argentina, incluindo o Brasil. Em geral, o veneno não é fatal para humanos, mas pode causar dor intensa e desconforto local.

Atenção aos detalhes: apesar de raro, o envenenamento humano pode ocorrer com alguns desses animais. Em muitos casos, não há antídoto e o incidente exige atendimento médico.

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