- Estudantes do MIT realizaram expedição em Fairbanks, Alasca, para estudar plasma usando a aurora boreal como laboratório natural, enfrentando temperaturas de até -25 graus Fahrenheit e longos períodos de escuridão.
- Foram instalados sistemas de câmeras all-sky em até 100 milhas de distância e magnetômetros para correlacionar estruturas aurorais com o campo magnético da Terra.
- Detectores de múons foram usados para buscar relações entre atividade visível da aurora, variações magnéticas e detecções de partículas, incluindo a observação de uma aurora pulsante.
- A iniciativa é a terceira edição da Geophysical Plasma Observation Expedition (GPOE), organizada e realizada por estudantes do MIT com apoio de docentes, começando em 2023.
- O objetivo é avançar reconstruções tridimensionais da aurora e ampliar o entendimento do plasma próximo à Terra, com resultados apresentados em conferências e publicados em revistas, além de ampliar parcerias e divulgação.
Os estudantes do MIT viajaram a Fairbanks, no Alasca, para estudar plasma usando a aurora boreal como laboratório natural. A expedição, liderada por alunos, ocorreu sob condições de frio extremo e escuridão prolongada, com temperaturas próximas a -25 °F. O objetivo foi observar fenômenos de plasma e testar novas abordagens de instrumentação.
A equipe implantou câmeras all-sky, distribuídas até 100 milhas, para capturar estruturas aurorais em 360 graus. Também registrou dados com magnetômetros para correlacionar as características visuais com mudanças no campo magnético da Terra. A experiência combina imagens com medições magnéticas para reconstruções tridimensionais da aurora.
O grupo contava com Leonardo Corsaro e Leon Nichols, doutorandos do PSFC; Sydney Menne, da Nuclear Science and Engineering; Noah Wolfe e Oleksandra Lukina, ligados ao LIGO e ao MIT Kavli Institute. O professor Matthew Evans, da Física do MIT, acompanhava a missão.
Em campo na Fairbanks
A expedição teve acesso às instalações do Poker Flat Research Range, vinculadas ao Geophysical Institute da University of Alaska Fairbanks. Observações foram feitas durante a maior tempestade solar dos últimos 20 anos, que intensificou a visibilidade da aurora.
A equipe informou que venceram limitações de operação impostas pelo frio extremo, como redução rápida de bateria de laptops. Caminhadas em neve profunda também exigiram planejamento e uso de esquis fora das vias. O esforço incluiu deslocamentos por terrenos remotos para captação de dados.
Instrumentação e resultados
Além das imagens, foram utilizados detectores de muões para explorar correlações entre atividade solar, variações do campo magnético e a detecção de partículas de alta energia na atmosfera. Observou-se uma aurora pulsante, um fenômeno relativamente raro com interrupções rápidas na luminosidade.
Os pesquisadores buscam ampliar as capacidades técnicas e o alcance da campanha, incluindo mais instrumentação permanente e parcerias de divulgação. A iniciativa é realizada inteiramente por estudantes, com apoio de docentes, mantendo a continuidade entre as turmas.
A experiência reforçou a percepção de plasma como processo físico direto, conectando teoria a fenômenos observáveis no céu. Os participantes destacaram a importância de trabalhar com dados reais em condições extremas para compreender o espaço próximo à Terra.
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