- O MIT Marble Center for Precision Cancer Medicine celebrou dez anos em 9 de abril, reunindo pesquisadores, empresários e público no Broad Institute e no Koch Institute.
- O centro foi criado em 2016 para acelerar pesquisas em nanomedicina voltadas a detecção, tratamento e monitoramento do câncer, reunindo docentes do Koch Institute.
- Ao longo da década, o Marble Center formou quase quinhentos pesquisadores, 109 deles em 79 universidades, e gerou vinte e três startups associadas a tecnologias de diagnóstico e entrega de fármacos.
- Um painel sobre nanomedicina translacional destacou a importância de foco estratégico, reprodutibilidade e colaboração com a indústria para levar inovações da bancada à clínica.
- O centro planeja expandir colaborações, explorar novas indicações terapêuticas e lançar o edital Integrated Nanoscale Sensing, Imaging, and Health Technologies (INSIHT) em junho para avanços em imagiologia e sensoriamento.
O MIT Marble Center for Precision Cancer Medicine completou 10 anos em 9 de abril, celebrando a transição de grandes ideias em nanomedicina para avanços práticos no tratamento do câncer. O evento ocorreu no Broad Institute e no Koch Institute, com participação de pesquisadores, empreendedores, clínicos e público.
A diretora Sangeeta Bhatia destacou que a década já mostra impactos reais, não apenas em publicações, mas na comunidade, em startups e, sobretudo, nos pacientes. Robert S. Langer também participou, apresentando uma perspectiva sobre nanomedicina.
Um painel sobre nanomedicina translacional reuniu diversos protagonistas, sob mediação de Susan Hockfield. Participaram Noor Jailkhani, Peter DeMuth, Vadim Dudkin e Viktor Adalsteinsson, todos envolvidos com spinouts ligados ao centro.
Impacto e trajetória
Desde 2016, o Marble Center reúne grupos do Koch Institute para enfrentar desafios em detecção, tratamento e monitoramento do câncer pela miniaturização. O centro foi criado com doação de Kathy e Curt Marble e envolve laboratórios líderes da instituição.
Segundo Tarek Fadel, coordenador do Marble Center, cerca de 500 pesquisadores passaram pelas linhas de pesquisa, com 109 deles tornando-se docentes em 79 universidades. Vinte e três startups nasceram dos laboratórios ligados ao centro.
Diversas iniciativas apoiam a formação e a ligação com a indústria, como o Convergence Scholars Program e programas de mentoria de indústria. Em 2023, grant Global Oncology in Nanomedicine financiou projetos com IA para acelerar vacinas de RNA.
Do laboratório à clínica
Os painelistas falaram sobre a tradução complexa de descobertas em tecnologias comerciais. Peter DeMuth explicou a plataforma amphiphile da Elicio Therapeutics, em fase clínica para câncer de pâncreas e colorretal. Noor Jailkhani resume o uso de nanobinders na matriz extracelular de tumores.
Viktor Adalsteinsson apresentou Amplifyer Bio, visando agentes de preparação para biopsia líquida, com potencial de aumentar a recuperação de DNA tumoral. Vadim Dudkin descreveu a Soufflé Therapeutics, com entregas certas de siRNA para diferentes células.
Os especialistas destacaram que o sucesso exige foco estratégico, escalabilidade confiável e manufatura considerada desde o início. O papel de parcerias institucionais, como o Marble Center, foi apontado como essencial para manter trajeto e inovação.
Olhando adiante
Com o início do segundo década, a comunidade busca ampliar colaborações, aproveitando avanços computacionais e novas indicações terapêuticas. Bhatia anunciou o lançamento, em junho, do grant Integrated Nanoscale Sensing, Imaging, and Health Technologies (INSIHT).
Panelistas defenderam o potencial da nanomedicina para reduzir efeitos colaterais e abrir janelas terapêuticas, conectando diagnósticos mais precisos a tratamentos mais eficazes. O grupo também enfatizou a necessidade de manter o foco clínico e a relevância regulatória no desenvolvimento de soluções.
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