- O governo australiano anunciou o corte de um programa de comercialização de pesquisa de A$ 760 milhões para financiar CSIRO e outras iniciativas científicas, usando fundos não comprometidos da Australia’s Economic Accelerator (AEA), o que reduzirá pagamentos em A$ 759,9 milhões até 2029‑30.
- Pesquisadores afirmam que a medida é como “roubar Peter para pagar Paul” e vai contra prioridades do governo, com menor investimento em P&D comparado ao PIB (1,7% vs. média OECD de 2,7%).
- O AEA, criado em 2023 para transformar pesquisa em benefícios econômicos e sociais, terá novos projetos sem continuidade após o ano fiscal de 2025‑26; as bolsas atuais permanecem.
- Em três meses, dezenas de propostas — incluindo um projeto de IA em planejamento urbano da RMIT — foram impactadas, gerando desperdício de tempo de pesquisadores e staff universitário.
- Universidades Australia, a Australian Academy of Science e outras entidades lamentam a instabilidade de financiamento e solicitam mais segurança, apesar de a agenda incluir recursos para a CSIRO e para o National Measurement Institute.
O governo federal australiano enfrenta críticas por cortar um programa de comercialização de pesquisa de 760 milhões de dólares para financiar outras iniciativas científicas. A medida faz parte do orçamento que também prevê aumento de 387,4 milhões de dólares para apoiar a CSIRO e 273 milhões de dólares para o National Measurement Institute.
A fonte de financiamento é a devolução de recursos não comprometidos do programa Australia’s Economic Accelerator (AEA), o que deve reduzir pagamentos em 759,9 milhões de dólares nos próximos cinco anos até 2029-30.
Pesquisa e universidades apontam que a decisão contraria prioridades governamentais e prejudica o ecossistema de inovação no país.
Contexto e números-chave
Especialistas afirmam que o AEA ajudava a transformar pesquisa em benefício econômico e social. Com o corte, não haverá continuidade de novos projetos além de 2025-26, segundo o site do programa.
A diretora do Australian Urban Observatory, Profª Melanie Davern (RMIT), disse que meses de preparação de propostas foram em vão. Ela ressaltou que o anúncio impede avanços em IA aplicada à urbanização.
Segundo Davern, centenas de aplicações federadas em universidades foram impactadas por mudanças abruptas de financiamento.
Reações de associações e especialistas
Universities Australia alerta que o setor enfrenta maior regulação e custos, sem manter o ritmo de investimentos em ensino e pesquisa.
O presidente da AAS destacou que a ausência de aumento relevante no investimento em ciência exige ações adicionais.
A Science & Technology Australia pontuou que o orçamento traz avanços em algumas frentes, mas reduz o funding para pesquisas não médicas, gerando incerteza no ecossistema.
Consequências para o ecossistema de inovação
Especialistas destacam que a redução de investimentos em pesquisa pode frear o crescimento de indústrias tecnológicas nacionais.
Com 1,7% do PIB em investimento em P&D, o Brasil… (Aviso: manter apenas contexto local; inserir dados comparativos quando apropriado)
O relatório citado aponta que a média OECD é de 2,7%, colocando o país abaixo da média internacional e alimentando preocupações sobre competitividade futura.
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