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Cientistas revivem cérebro de camundongos congelado pela primeira vez

Cérebro de camundongos vitrificado preserva vias neuronais e sinais de atividade, abrindo caminho para pesquisas em tecidos humanos

Fotografia de um rato de laboratório em cima de uma placa de Petri.
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  • Cientistas usaram vitrificação para preservar tecidos cerebrais de camundongos a −196°C, evitando a formação de cristais de gelo.
  • Em fatias de 350 micrômetros, especialmente no hipocampo, membranas neuronais e sinapses permaneceram estáveis e houve sinais de atividade.
  • As mitocôndrias continuaram funcionando e os neurônios responderam a estímulos elétricos, com fortalecimento sináptico observável.
  • Em cérebros inteiros vitrificados por oito dias, as vias neuronais, incluindo as do hipocampo, permaneceram praticamente intactas, mas com taxas de sucesso menores.
  • A equipe planeja aplicar a vitrificação a tecidos cerebrais humanos e a outros órgãos, com possíveis aplicações em bancos de órgãos e proteção cerebral.

Pesquisadores anunciaram a primeira recuperação parcial de funções em cérebros de camundongos vitrificados. O estudo descreve manter, após congelamento, sinais de atividade neural e mecanismos de memória em tecidos cerebrais.

A técnica de vitrificação transforma células em um estado semelhante a vidro, evitando a formação de cristais de gelo. Assim, a arquitetura neural permanece estável, permitindo preservação de membranas, sinapses e mitocôndrias.

Os testes começaram com fatias do hipocampo, área ligada à memória, imersas em solventes polares e resfriadas a -196°C com nitrogênio líquido. Variações de tempo de congelamento influenciaram a preservação.

Resultados em amostras menores

Após descongelamento, as fatias apresentaram membranas preservadas e sinais de atividade elétrica persistente. O fortalecimento sináptico, crucial para aprendizado, também foi observado no hipocampo.

Extensão para cérebros inteiros

Quando aplicado a cérebros inteiros, o método manteve vias neuronais por até oito dias, com preservação notável do hipocampo. Ainda assim, a taxa de sucesso foi menor do que em amostras menores.

Perspectivas e próximos passos

Os pesquisadores planejam testar vitrificação em tecidos humanos e em outros órgãos, como o coração. A pesquisa pode colaborar com avanços em preservação de órgãos e proteção cerebral ante lesões.

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