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Revolta de flamencos contra megaprojéticos da família Trump na Albânia

Protestos em Tirana contra megaprojotos da família Trump ganham força; ambientalistas apontam risco a espécies, incluindo flamencos, e pressionam Rama

Manifestantes protestan en Tirana contra dos megaproyectos impulsados por la familia Trump, el miércoles.
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  • Milhares de pessoas protestam em Tirana pelo 12º dia consecutivo contra megaprojec­tos turísticos ligados a Ivanka Trump e Jared Kushner, na ilha de Sazan e na península de Zvërnec.
  • A mobilização, conhecida como “revolução dos flamingos”, é a maior manifestação ambiental desde a queda do regime comunista em 1991, com pedidos de demissão do primeiro ministro Edi Rama e apoio à oposição.
  • Ecologistas afirmam que os projetos ameaçam quase 250 espécies de aves, incluindo flamingos, e denunciam falta de avaliação ambiental e de licenças.
  • O governo afirma que os investimentos, estimados em cerca de 4,0 bilhões de euros, trarão oportunidades de turismo e empregos; Kushner abriu mão de divulgar planos recentes, enquanto a Casa Branca nega conflitos de interesse.
  • A Procuradoria contra a Corrupção (SPAK) abriu investigação sobre irregularidades nos megaproj­etos e as obras em Zvërnec foram paralisadas.

A revolta dos flamencos tomou as ruas de Tirana pelo décimo segundo dia consecutivo, em uma das maiores mobilizações do país nas últimas décadas. Milhares de albaneses protestam contra dois megaproyetos turísticos impulsionados pela família Trump em uma área costeira ao sul.

Os manifestantes denunciam que a ilha de Sazan e a península de Zvërnec, parte de uma reserva ecológica, podem virar resort de luxo. Entre as críticas está a suposta falta de transparência e impactos ambientais sobre quase 250 espécies, incluindo flamingos.

A mobilização ocorre diariamente às 18h, na praça Skanderbeg, no centro de Tirana. Jovens lideram as ações, vestindo camisetas com a expressão de protesto e empunhando faixas em defesa do patrimônio nacional.

Encaminhamentos e desdobramentos

Aos poucos, o movimento ampliou o alvo político. Estão pedindo a demissão do primeiro-ministro Edi Rama, no poder desde 2013, e também a saída do líder da oposição, Sali Berisha, segundo analistas locais.

O governo admite investimentos de até 4 bilhões de euros, defendendo que os hotéis de luxo gerarão empregos e derramada econômica para o turismo, setor relevante para o PIB do país. Entidades ambientais pedem estudo rigoroso de impactos.

As organizações ecológicas ressaltam que já há denúncias de obras em Zvërnec, antes de avaliações ambientais, além de vídeos de confrontos com guardas de segurança. Em resumo, o movimento busca responsabilização e transparência.

O Ministério Público, por meio da SPAK, abriu investigação sobre possíveis irregularidades nos megaprojêtos. Enquanto isso, obras denunciadas foram paralisadas e o governo convoca para acalmar a população.

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