- A função Creative Strategist, existente antes do nome, move milhões em e‑commerce no Brasil e pode elevar a eficiência de aquisição de clientes em até cinquenta por cento.
- Entre os brasileiros pesquisados, a média do maior investimento mensal em mídia com que já trabalharam é de US$ 978 mil; trezentos e trinta e um por cento já atuaram em contas acima de US$ 1 milhão por mês.
- Vestuário e moda concentram a maior fatia de alto investimento (53% já trabalharam com valores acima de US$ 500 mil mensais); wellness lidera no volume total, seguido por suplementação, desporto e apps.
- A presença do Creative Strategist reduz gargalos como falta de inteligência criativa (de 67% para 20%) e desalinhamento entre times de performance e criação (de 70% para 40%).
- Meta Ads é o principal destino de produção criativa (98,9%), com TikTok, YouTube e Pinterest como complementares; marcas com alto investimento costumam usar ferramentas de atribuição como Triple Whale, Fospha ou Northbeam.
O papel de Creative Strategist já operava no mercado de marketing digital, mesmo sem nomenclatura formal. Uma pesquisa inédita da Nudgy, consultoria brasileira, mostra que a função movimenta bilhões e impacta a performance de e-commerce. O estudo foca no Brasil e aponta ganhos de eficiência de até 50% na aquisição de clientes.
Entre os respondentes, o maior investimento mensal em mídia já gerido por esse perfil chega a US$ 978 mil. Outros 31,3% já atuaram em contas superiores a US$ 1 milhão por mês, revelando o peso financeiro da função no ecossistema.
Por que o Creative Strategist virou peça de crescimento
A pesquisa indica que a posição surge da convergência entre criação e performance, acompanhando a evolução das plataformas. Com filtragem mais automatizada, o ativo criativo passa a ser uma das maiores alavancas sob controle das marcas, segundo o estudo.
O segmento de vestuário e moda concentra a maior parcela de alto investimento por profissional, com 53% atuando acima de US$ 500 mil mensais. Wellness lidera no volume total, seguido por suplementação, sports e apps.
Gargalos que o Creative Strategist resolve
Sem esse perfil, 67% das equipes relatam carência de inteligência criativa e 83% apontam falta de criativos para alimentar as plataformas. Com a atuação do Creative Strategist, a carência cai para 20% e o desalinhamento entre equipes de performance e criação reduz de 70% para 40%.
O pesquisador Leonardo Machado resume o impacto: os Creative Strategists aparecem como facilitadores para lideranças focadas em resultados, conectando dores, urgências e o pipeline de trabalho.
Canais e atribuição na prática
O Meta Ads é o destino principal de produção criativa para 99,1% dos respondentes. TikTok, YouTube e Pinterest aparecem em destaque, com agendas bem distribuídas conforme o canal.
Ana Javarini, CCO da Nudgy, comenta que marcas com maior investimento costumam adotar ferramentas de atribuição como Triple Whale, Fospha ou NorthBeam. Entre quem investe acima de US$ 300 mil mensais, 80% já utilizam alguma dessas plataformas.
Origem dos Creative Strategists
A função surge a partir de áreas criativas, com Social Media respondendo por 36% das origens. Edição, design, influência e branding somam quase 20%, seguido por redação e roteirização (18%) e gestão de mídia paga (16,9%).
A demanda supera a oferta global, exigindo profissionais que unam criação, storytelling, performance, experimentação, gestão de projetos e entendimento da creator economy. O Brasil ainda está nos estágios iniciais de consolidação, segundo a pesquisa.
Danilo Nunes, CEO da Nudgy, afirma que o Brasil vive a popularização dessa cadeira, alinhada a lideranças de growth em equipes híbridas ou via consultoria.
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