- O governo congelou 24 milhões de reais do orçamento da Anac, atrasando certificação de aeronaves.
- Sem certificação, aeronaves recém-entregues não podem entrar em serviço no Brasil, potencialmente afetando planos de expansão de Gol, Azul e Latam.
- A suspensão pode impactar manutenções e peças de reposição, que dependem da aprovação da Anac para voltar a operar.
- Gol informou novas rotas para Paris e Lisboa, com aeronaves aguardando aprovação; Latam espera receber jatos E2 da Embraer ainda neste ano.
- O congelamento geral envolve 22,1 bilhões de reais e levou a redução de quarenta por cento das atividades de fiscalização e à suspensão de exames de certificação de pilotos e comissários.
O governo brasileiro congelou 24 milhões de reais do orçamento da Anac, provocando a suspensão temporária de atividades de certificação de aeronaves. A medida pode atrasar a entrada de novos modelos no país e comprometer planos de expansão do setor aeronáutico.
A Anac informou que trabalha com o governo para restaurar o financiamento e retomar os processos de certificação. Tiago Faierstein, presidente da agência, mencionou a situação durante reunião em evento da Acia no Rio de Janeiro.
Sem as certificações, aeronaves recém-entregues não podem operar comercialmente no Brasil, e operações de manutenção também ficam prejudicadas, com impactos potenciais sobre frota, alterações de aeronaves e novos equipamentos.
Impacto para companhias e fabricantes
Transportadoras como Gol, Azul e Latam dependem de aprovações regulatórias para ampliar frotas e atender à demanda elevada por viagens. A Embraer também pode enfrentar atrasos nos lançamentos de novas aeronaves. A Latam afirmou que acompanha a situação e que não houve impactos em suas operações até o momento.
Gol comunicou que ainda não respondeu oficialmente ao questionamento sobre o tema. A Latam mantém vigilância sobre o calendário de entrega de jatos E2, previsto para este ano.
Contexto orçamentário
O congelamento da Anac ocorre em meio a um pacote maior de medidas do governo, decorrente da elevação prevista de pagamentos de benefícios previdenciários. Além disso, houve redução de 40% nas atividades de fiscalização e suspensão de exames de pilotos e comissários, conforme anunciado pela própria agência.
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