- O ouro fechou em alta de 0,85% em Nova York, a US$ 1.950,50 a onça troy, com o impulso vindo do alívio nos preços do petróleo.
- O petróleo Brent caiu 2,4%, para US$ 73,50 o barril, após atingir o maior nível em duas semanas.
- A queda nos títulos do Tesouro dos EUA ajudou o ouro, já que rendimentos mais altos costumam pressionar o metal que não paga juros.
- O mercado aguarda a decisão de política monetária do Federal Reserve, esperada na próxima semana, além de acompanhar o conflito entre Israel e Hamas.
- O ouro é visto como proteção contra inflação e instabilidade geopolítica, fortalecendo-se em períodos de maior incerteza.
O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, impulsionado pela queda do petróleo e pela menor percepção de risco no mercado. Os investidores também monitoraram o desempenho dos Treasuries e as expectativas sobre o Fed e possíveis desdobramentos no Oriente Médio.
A commodity subiu 0,85% na Bolsa de Nova York, encerrando a sessão a US$ 1.950,50 a onça troy. O recuo do Brent, que caiu 2,4% a US$ 73,50 o barril, ajudou a sustentar o movimento.
Analistas apontam que o ouro se beneficia de um ambiente de maior aversão ao risco, com tensões no Oriente Médio e a expectativa de que o Fed mantenha juros baixos por mais tempo. A menor demanda por títulos também favorece o metal.
Mercado de petróleo
O petróleo Brent recuou após ter atingido o maior nível em duas semanas, influenciado por expectativas de maior produção da Opep+ e pelo alívio das tensões na região. O recuo do petróleo ajuda o ouro a manter a alta, já que o custo de oportunidade do metal é reduzido.
Mercado de títulos
A queda nos rendimentos dos Treasuries sustentou o repique do ouro, pois títulos com maior rendimento costumam pressionar o metal não rendoso. O movimento ocorre no contexto de aguardo pela próxima decisão de política monetária dos EUA.
Expectativas do mercado
O mercado aguarda a próxima semana a decisão do Fed sobre a política monetária e segue acompanhando o desgaste do conflito entre Israel e Hamas, que aumenta a incerteza regional. O ouro continua visto como proteção contra inflação e instabilidade.
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