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Desenvolvimento da linguagem no cérebro

Rede de linguagem permanece lateralizada à esquerda desde quatro anos, com integração do sistema até dezesseis, aponta estudo

Core parts of the language network (shown in teal) reside in the left frontal and temporal lobes.
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  • Pesquisadores do MIT destacam, em fMRI de crianças de 4 a 16 anos, que a rede de linguagem continua a amadurecer até cerca de 16 anos, com integração entre sub-regiões aumentando com a idade.
  • Mesmo com o aperfeiçoamento, a linguagem permanece fortemente lateralizada à esquerda desde os 4 anos, como ocorre em adultos.
  • A equipe utilizou tarefas de “localizador de linguagem” para mapear a rede linguística e observar como o cérebro reage a estímulos de linguagem frente a tarefas não linguísticas.
  • A pesquisa aponta que, em transtornos do desenvolvimento da linguagem como autismo e dislexia, o envolvimento do lado direito tende a ser maior do que em crianças neurotípicas.
  • Os cientistas ainda buscam entender o que acontece com a rede linguística em menores de 4 anos e nos primeiros meses de vida para esclarecer trajetória normal e possíveis desvios.

O cérebro humano continua a desenvolver a rede de linguagem durante a adolescência, segundo estudo com neuroimagem. Pesquisadores do MIT analisaram crianças, adolescentes e adultos para entender como o processamento de palavras se organiza no cérebro e por que a lateralização ocorre cedo. A pesquisa foi publicada em 16 de maio na Nature Communications.

O que o estudo mostrou

A rede de linguagem se torna mais integrada e responsiva com a idade, chegando perto de seu máximo por volta dos 16 anos. Ao mesmo tempo, a localização dessa função permanece no hemisfério esquerdo em quase todos os indivíduos, desde os quatro anos de idade.

Quem participou e como

Equipes lideradas por Evelina Fedorenko, John Gabrieli e Rebecca Saxe coletaram dados de fMRI durante tarefas de localizar linguagem. Crianças ouviram histórias dentro do scanner ou ouviram palavras sem significado em tarefas não linguísticas, para mapear as áreas dedicadas ao processamento de linguagem.

Quando e onde a pesquisa foi realizada

Os dados incluem crianças entre 4 e 16 anos, além de adultos para comparação. As informações foram geradas em laboratórios do MIT, com colaboração entre grupos que utilizam o método de “language localizer” desenvolvido pela equipe de Fedorenko.

Por que a lateralização importa

Os pesquisadores observam que, ao longo da infância, a integração entre sub-regiões da rede de linguagem aumenta. Essa maior coesão pode refletir a ampliação da compreensão do que é ouvido. A predominância do lado esquerdo permanece mesmo na infância.

Implicações para transtornos de linguagem

Os resultados ajudam a compreender condições como autismo e dislexia, nas quais a participação do hemisfério direito pode ser mais expressiva. A explicação sobre por que a lateralização é diferente em alguns casos ainda está em estudo.

Perspectivas futuras

Os autores destacam a necessidade de mapear a linguagem em crianças abaixo de 4 anos e entender o que acontece nos primeiros meses de vida. O objetivo é esclarecer trajetórias normais do desenvolvimento cerebral e ampliar o entendimento de transtornos.

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