- A Hole encerrou permanentemente o espaço em West Hollywood, Los Angeles, após dificuldades para pagar aluguel, artistas e trabalhadores; a última exposição no espaço LA saiu em setembro de 2025.
- Em Manhattan, proprietários de dois imóveis (Tribeca e Bowery) registraram ações por aluguel atrasado e taxas imobiliárias, com tribeca acima de $120 mil em débito e Bowery acima de $60 mil; a galeria afirma que está tentando resolver as pendências.
- A expansão para Los Angeles, em 2022, foi criticada por ser acelerada e com infraestrutura limitada; a diretora Kathy Grayson tentou encerrar o contrato de LA já em 2024, mas não teve sorte com a maioria dos encerramentos de espaços.
- Trabalhadores e artistas relataram pagamentos atrasados; em alguns casos, pagamentos foram recebidos apenas após meses ou ações legais, com exemplos de contas de até quase $8 mil quitadas apenas em janeiro de 2025 e outras pendentes.
- O caso da Hole é parte de um padrão no mercado de galerias, com fechamento ou retração de espaços em várias cidades e redução de participação em feiras, refletindo aumento de custos, mudança no comportamento de colecionadores e dificuldade de manter operações multi-cidade.
A galeria The Hole encerrou permanentemente o espaço de Los Angeles, após enfrentar atrasos no pagamento de contas, artistas e aluguel. A sede de West Hollywood havia aberto em 2022, como parte da expansão para a costa oeste, mas não resistiu ao aperto financeiro do mercado de arte que se intensificou entre 2021 e 2023.
Durante a semana de arte de Los Angeles, notadamente em fevereiro, shows de The Hole em feiras como Felix Art Fair tiveram destaque. Em contrapartida, a galeria não manteve atividade no seu espaço californiano durante a semana, enquanto a loja de Los Angeles ficou fechada desde então, com sua última exposição dedicada a Nicholas Hondrogen encerrada em setembro de 2025.
A The Hole mantinha operações em Nova York—Tribeca e Bowery—e, segundo registros, enfrentou ações de cobrança de aluguel e impostos sobre imóveis entre 2024 e 2025. Entre julho e setembro de 2025, proprietários em Tribeca reivindicaram mais de US$ 120 mil em aluguel e dívidas fiscais. Um processo separado aponta mais de US$ 60 mil em aluguel atrasado na Bowery.
Kathy Grayson, fundadora, afirmou que a galeria está resolvendo as pendências enquanto tenta manter operações em Nova York. Ela disse ainda que houve redução de custos, suspensão de participação em várias feiras e corte de pessoal para estabilizar as finanças.
O atraso nos pagamentos atingiu artistas e trabalhadores. Cinco artistas que falaram ao The Art Newspaper relataram duas primeiras receberem integralmente, enquanto outras três aguardavam pagamento. Em alguns casos houve pagamento apenas após ameaça de ação legal, com casos de descontos não autorizados em obras vendidas.
Relatos internos descrevem atraso de pagamentos de funcionários e freelancers, com exemplos de faturas vencidas que somaram milhares de dólares. A Gold House afirma ter quitado dívidas em janeiro de 2025, após dívidas registradas em março de 2024 e meses seguintes. Grayson reconhece que houve esforços para sair de contratos de aluguel na LA e reduzir gastos com feiras, viagens e equipe.
Artistas que expuseram com The Hole também relataram prazos prolongados para recebimento de valores de obras vendidas; em alguns casos, pagamentos foram feitos apenas meses depois de a venda ter ocorrido. Um artista descreveu atraso de quase um ano para pagamento de obra vendida em 2024, com reajustes e descontos não autorizados.
A situação na The Hole reflete pressão maior sobre galerias comerciais, que reduziram espaço e operações em resposta à contração do mercado. Em 2025, outras casas de arte também anunciaram fechamentos ou retração, evidenciando custos operacionais mais altos, mudança no comportamento de colecionadores e desafios de manter operações multi-locais.
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