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Empregos que a IA não faz e os jovens que os ocupam

Jovens com habilidades técnicas disputam prêmios, provando que IA não substitui o conhecimento humano em diagnósticos e reparos complexos

‘AI will not replace the skilled trades.’ Composite: Rita Liu/The Guardian/Getty Images/Cale Mouser/Eva Caroll
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  • Cale Mouser, de 23 anos, é reconhecido como expert em motores diesel, ganha seis dígitos e leciona na North Dakota State College of Science, caminho iniciado por meio de competições da SkillsUSA.
  • Mouser venceu medalha de ouro estadual e, depois, tornou-se campeão nacional após participar de competições que envolvem diagnóstico e reparo de caminhões pesados.
  • Profissões manuais ganham apelo entre jovens que veem concursos, rankings e títulos nacionais como porta de entrada para empregos qualificados, com o SkillsUSA reunindo mais de quatrocentos mil estudantes.
  • Exemplos entre as alunas incluem Eva Carroll, de 20 anos, em instalações elétricas e construção, e Aydrie Ruff, de 17 anos, em criminologia forense; ambas competem e visam cursos universitários na área.
  • Especialistas, como o professor David Autor do MIT, dizem que o valor humano continua essencial em áreas que exigem julgamento e destreza, e que a IA não substituirá completamente as profissões manuais qualificadas.

Cale Mouser, de 23 anos, tornou-se referência em uma área técnica aos olhos da família. Ele ganha salários acima de seis dígitos já com apenas cinco anos de atuação, e projeta crescer ainda mais no futuro. Seu trabalho envolve diagnosticar e reparar motores a diesel, entre maquinários pesados.

O jovem mineiro iniciou no setor de caminhões médios e pesados, consolidando a trajetória com um curso de diesel technology no North Dakota State College of Science. Hoje, além de técnico, ele atua como professor na instituição, ensinando a próxima geração.

A história de Mouser começa com uma competição de SkillsUSA em Wahpeton, Dakota do Norte. Sem experiência prévia, ele percorreu 14 estações de caminhões em 25 minutos e conquistou a medalha de ouro, abrindo caminho para competições nacionais em Atlanta.

Competição e reconhecimento

A vitória levou Mouser a ser campeão nacional, destacando-se em um campo com profissionais de várias áreas, de soldadores a técnicos em robótica. Para Chelle Travis, diretora executiva da SkillsUSA, as competições são portas de entrada para talentos com habilidades técnicas.

Muitos setores industriais relatam dificuldade em encontrar pessoas com habilidades cognitivas complexas, rapidez e persistência. Entre eles, o reparo de equipamentos pesados e serviços de campo exigem decisão de alto risco e julgamento humano.

Expansão do aprendizado prático

Segundo o economista David Autor, áreas de meio-nível de qualificação dependem de expertise humana, com pouca previsibilidade de automação. A integração entre robótica, IA e trabalho humano pode ampliar salários, porém requer supervisão especializada.

A SkillsUSA reúne mais de 440 mil estudantes em todo o país e realiza seus campeonatos anuais em Atlanta, atraindo milhares de competidores, em áreas que vão desde soldagem até EMTs.

Casos de mulheres e trajetórias

Eva Carroll, de 20 anos, foi destaque como a única medalhista nacional feminina na sua divisão no TeamWorks, em Atlanta. Ela participou de um desafio em que equipes constroem uma mini casa com 8 pés por 10 pés em 16 horas, com elétrica e encanamento funcionando.

Carroll, que imaginou carreira na instalação elétrica, admite que o preconceito de gênero apareceu no início, mas hoje recebe apoio da família e busca carreira na construção civil, com possibilidades de ganhos acima de 90 mil dólares no início.

Aos 17 anos, Aydrie Ruff entrou para Meridian Technology Center, em Stillwater, Oklahoma, e hoje se dedica a forense criminal. Sua equipe feminina chegou à etapa nacional, processando cenas de crime simuladas com rapidez e precisão.

Impacto e futuro

Ao longo de sua trajetória, Ruff aprendeu técnicas de processamento de cenas, redação de evidências e uso de elementos forenses, resumindo oportunidades abundantes em áreas que demandam prática e conhecimento específico.

Cale Mouser também participou do WorldSkills 2024, em Lyon, conquistando a sexta posição entre os melhores, com reconhecimento pela alta performance. Ele ressalta que a IA não substituirá profissionais qualificados.

Conclusão de trajetória

Mouser afirma que o diagnóstico de uma transmissão por computador pode não revelar falhas que uma máquina não detecta. O jovem técnico reforça a ideia de que as habilidades humanas continuam essenciais em oficinas e indústrias.

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