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Empresas tentam se posicionar como foco em tecnologia diante de AI washing

Empresas britânicas tentam se vender como especialistas em IA, usando automação comum para capitalizar o hype e alimentar acusações de AI washing

Students in Bucharest interact with an AI-driven humanoid robot.
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  • Empresas no Reino Unido estão tentando se apresentar como especialistas em IA, em vez de automação, para aproveitar o interesse pelo tema, dizem executivos de relações públicas.
  • O movimento é visto como “AI washing”, com companhias tentando associar produtos e serviços a IA mesmo quando a ligação é fraca ou apenas de automação.
  • Profissionais de PR relatam que muitos releases são enviados sob pressão para destacar IA, mesmo quando o recurso é apenas automação aprimorada.
  • Exemplos citados incluem a pressa de rotular produtos como “AI-driven” ou “AI-powered”, mesmo quando o uso real de IA é limitado.
  • Empresas globais, incluindo o setor financeiro, avaliam como alinhar imagem com IA ao mesmo tempo em que promovem cortes de empregos, com recentes desculpas de executivos sobre termos usados para descrever capital humano.

A divulgação de que empresas britânicas estão se Autodenominando especialistas em IA gerou críticas entre profissionais de relações públicas. Pesquisas e relatos indicam que corporações de setores pouco associados à inteligência artificial tentam apresentar suas operações como focadas em IA para aproveitar o hype do tema.

Executivos de comunicação têm reclamado que empresas de baixa tecnologia ou que operam com automação, mas sem IA generativa, exigem apresentações como se fossem companhias de IA aos jornalistas. A prática é descrita como tentativa de reforçar a imagem.

Fontes do setor dizem que a pressão vem de diretores que desejam repercussão na mídia, mesmo quando a ligação com IA é fraca. Profissionais ouvidos comentam que o termo se ampliou além do real conteúdo tecnológico das empresas.

Imran Ariff, estrategista de mídia em Londres, alerta para o excesso de orgulho na narrativa. Segundo ele, marcas podem exagerar suas capacidades de IA na comunicação pública, distorcendo o que realmente oferecem.

Caso recente envolvendo AllBirds foi citado como exemplo de reposicionamento para IA, com pivot para aquisição de unidades de processamento gráfico de IA. A reportagem envolve ainda menções a testes de IA em áreas como exames de sangue e automação de marketing.

Profissionais de PR destacam que muitas mensagens citam termos como AI-powered ou AI-driven para promover produtos que, na prática, representam automação melhorada. Em alguns casos, isso resulta em descrições que não correspondem à definição técnica de IA.

Para evitar distorções, especialistas sugerem maior clareza sobre o que configura IA versus automação. A atuação midiática de grandes empresas continua sob escrutínio, à medida que o tema IA influencia decisões sobre imagem corporativa e investimentos.

Mudança de tema: impactos e postura das grandes empresas

Empresas globais avaliam como alinhar sua imagem à IA diante de cortes de empregos e adoção tecnológica. Recentemente, líderes corporativos chegaram a pedir desculpas por comentários sobre capital humano em um contexto de automação e IA.

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