- Cosan planeja vender participação na Raízen após diluição decorrente da reestruturação financeira da empresa.
- A diluição pode deixar a Cosan numa posição minoritária; ainda não há definição sobre o tamanho da conversão de dívida em ações.
- A Cosan não acompanhará a Shell em aporte de capital na Raízen.
- Está em discussão o formato das ações (ordinárias ou preferenciais) e a Cosan não deve manter acordo de acionistas com a Shell.
- A venda da participação na Raízen visa buscar liquidez, mas ainda não há prazo nem volume definidos para a alienação.
A Cosan planeja vender sua participação na Raízen após a conclusão do processo de reestruturação financeira da Raízen para reduzir seu endividamento. A empresa estima que a diluição da participação será relevante, resultando em uma posição minoritária na joint venture com a Shell.
Durante a divulgação dos resultados trimestrais, o presidente da Cosan, Marcelo Martins, comentou que a companhia não apoiará um aporte de capital pela Shell na Raízen. A gestão também destacou que negociações com credores da Raízen caminham no sentido de converter dívida em ações, o que aumenta a complexidade da estrutura acionária.
A aposta da Cosan é que a diluição, em função da conversão de dívida, seja substancial o suficiente para alterar o peso da participação na Raízen. Ainda não há definição sobre o tamanho da conversão nem o preço de referência a ser utilizado.
Quanto aos formatos de participação após a diluição, a Cosan avalia entre ações ordinárias ou preferenciais, sem previsão de manter um acordo de acionistas com a Shell. A decisão sobre o montante da alienação também ainda não foi tomada.
Em paralelo, a notícia indica que a Raízen deixará de representar um investimento expressivo para a Cosan, que deverá buscar liquidez no mercado em momento oportuno. A empresa mantém a estratégia de não acompanhar a Shell em novos aportes na Raízen.
Desdobramentos financeiros e calendário
As negociações de endividamento com credores da Raízen estão em estágio avançado, com foco na redução do crédito e na convergência de interesses entre as partes envolvidas. A depender dos termos da conversão, a participação da Cosan poderá se reduzir de forma mais acentuada do que o esperado.
A gestão reforçou que as políticas de governança e o acordo com a Shell serão reavaliadas conforme o plano de reestruturação avance. A expectativa é de que novas informações sejam divulgadas à medida que as tratativas avancem.
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