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Patria Investimentos amplia atuação ao entrar no mercado global de açúcar

Tria, controlada pela Patria Investimentos, estreia no trading global de açúcar, conectando capital institucional à operação física e oferecendo crédito estruturado e hedge

Colheitadeira de cana-de-açúcar na usina São Martinho, em Pradópolis, Brasil
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  • A Tria, controlada pela gestora Patria Investimentos, anunciou entrada no mercado global de trading de açúcar, expandindo atuação para além do setor de energia.
  • A empresa mira uma plataforma integrada de commodities que conecta capital institucional à operação física de trading.
  • A decisão de negociar açúcar está ligada à proximidade com o setor elétrico, já que a produção de açúcar e a geração de energia a partir do bagaço caminham juntos.
  • A Tria oferecerá linhas de crédito estruturadas, financiamento pré-safra, programas de hedge e acesso direto a compradores internacionais em Américas, África e Oriente Médio.
  • O foco inicial é açúcar branco, com atuação complementar em açúcar bruto (VHP) de forma oportunística, com a perspectiva de incorporar o produto de modo recorrente no portfólio.

A Tria, empresa controlada pela gestora Patria Investimentos, informou na terça-feira (12) a sua entrada no mercado global de trading de açúcar. A movimentação amplia o foco da companhia além do setor de energia.

Segundo a Tria, a iniciativa consolida a expansão estratégica, migrando de uma atuação apenas financeira para uma plataforma integrada de commodities que conecta capital institucional à operação física de trading.

A decisão envolve a transição para atuar com açúcar branco inicialmente, com participação complementar no açúcar bruto (VHP) de forma oportunista. O objetivo é ampliar o portfólio no médio prazo.

Expansão para trading de açúcar

A empresa explicou que oferecerá linhas de crédito estruturadas, com financiamento e operações pré-safra, além de programas de hedge e acesso direto a compradores internacionais. Destinos incluem Américas, África e Oriente Médio.

Heloy Rudge, diretor de novos negócios e co-fundador da Tria, afirmou que a proximidade com o setor elétrico motiva a escolha pelo açúcar. A ideia é servir usinas que combinam produção de energia com cana.

A Tria já havia anunciado, em dezembro, a compra da carteira de comercialização de energia da Raízen, fortalecendo sua integração entre energia e commodities. A nova estratégia busca sinergias entre os setores.

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