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Devoluções no e-commerce chegam 30% e varejistas transformam prejuízo em receita

Casas Bahia, Amazon, Walmart e Zara estruturam logística reversa para converter devoluções em receita e reduzir perdas na operação

Cinco KPIs que elevam a eficiência do pátio logístico
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  • Devoluções no e-commerce brasileiro chegam a até 30% das compras, contra 8,89% no varejo físico, puxando custos logísticos.
  • Varejistas passaram a tratar devoluções como matéria-prima, buscando reuso via reparo, recondicionamento, revenda ou reciclagem.
  • Casas Bahia reaproveitou 93% dos itens devolvidos entre 2022 e 2025, evitando cerca de R$ 200 milhões em trocas; nos primeiros quatro meses de 2025 passaram pela triagem 220 mil produtos.
  • Amazon processa entre 1,2 bilhão e 1,5 bilhão de devoluções por ano, com o programa Renewed movendo mais de US$ 1 bilhão anuais.
  • Walmart criou mais de 100 centros regionais de logística reversa, elevando em 30% a recuperação de valor e reduzindo descarte. Zara lançou o programa Zara Pre-Owned para revenda, reparo e doação de peças usadas.

A devolução de itens comprados pela internet no Brasil chega a 30% do total, enquanto no varejo físico fica em torno de 8,9%. O custo logístico envolve transporte, triagem, reembalagem e reintegração ao estoque, elevando o prejuízo em operações de grande escala. Nos últimos anos, varejistas passaram a tratar a devolução como oportunidade de recuperação de valor, não apenas como falha operacional.

O setor movimenta valores expressivos: o e-commerce brasileiro alcançou 100,5 bilhões de reais no primeiro semestre de 2025, com projeções acima de 258 bilhões para 2026. Com margens sob pressão, redes passaram a estruturar fluxos de logística reversa para reaproveitar produtos devolvidos e reduzir perdas.

Casas Bahia e o caminho da valorização

Casas Bahia reaproveitou 93% das devoluções entre 2022 e 2025, envolvendo reparos, revenda e devolução a fornecedores. O esforço resultou em aproximadamente 200 milhões de reais em trocas evitadas. Nos quatro primeiros meses de 2025, 220 mil itens passaram pela triagem.

Escala e programas de grandes redes

A Amazon processa entre 1,2 e 1,5 bilhão de devoluções por ano. Parte desse volume sustenta o programa Renewed, que vende itens recondicionados e já movimenta mais de um bilhão de dólares por ano. O programa demonstra o peso da logística reversa na recuperação de valor.

Estratégias de varejo físico e moda

O Walmart criou mais de 100 centros regionais de logística reversa, aumentando em 30% a recuperação de valor e reduzindo o descarte de mercadorias. Na moda, a Zara lançou o Zara Pre-Owned, mesclando revenda, reparo e doação de peças devolvidas para ampliar a economia circular.

Por que a logística reversa ganhou prioridade

O custo de aquisição de clientes subiu e as margens reduziram, tornando a eficiência interna essencial. A logística reversa concentra dinheiro e itens que antes ficavam parados, sendo uma via direta para recuperar margem sem depender de novos clientes.

Tecnologia como pilar da recuperação de valor

Dados orientam as decisões: análise de devoluções ajuda a entender padrões e reduzir problemas na origem. Sistemas automatizados aceleram triagem e encurtam o tempo entre devolução e retorno ao mercado, especialmente em eletrônicos e moda. Varejistas que cruzam dados entre logística, vendas e comportamento do consumidor elevam a precisão do destino de cada item devolvido.

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