- A Lululemon investiu US$ 12 milhões na startup Epoch Biodesign, que transforma resíduos têxteis em matéria-prima para fibras sintéticas.
- O processo usa enzimas isoladas para quebrar plásticos e recuperar mais de 90% dos componentes, com o foco inicial no náilon 6,6.
- A unidade piloto ficará próxima do Imperial College London, com objetivo de chegar a uma unidade comercial até 2028, produzindo cerca de 20 mil toneladas de monômeros por ano.
- A tecnologia pode reduzir a dependência de derivados do petróleo, em um momento de aumento de custos de insumos devido à tensão no Estreito de Ormuz.
- Além do náilon 6,6, o método pode ser adaptado para outros tipos de plástico, ampliando aplicações além da indústria de moda esportiva.
A Lululemon investiu em uma startup que transforma roupas descartadas em matéria-prima. O aporte, de US$ 12 milhões, foi feito na Epoch Biodesign, conforme informações do TechCrunch. A startup desenvolve um processo para converter resíduos têxteis em monômeros para fibras sintéticas.
O método da Epoch usa enzimas isoladas para decompor plásticos pré e pós-consumo, separando os componentes que formam novas fibras. A empresa afirma recuperar mais de 90% desses componentes, com corantes tratados separadamente. O foco inicial é o náilon 6,6, amplamente usado em vestuário e em itens industriais.
Tecnologia de reciclagem
A Epoch enxerga a recuperação de resíduos como uma resposta a pressões de custo na indústria têxtil. Dados apontam alta volatilidade de insumos ligados ao náilon, com aumentos recentes no preços. O estreito de Ormuz, em risco devido a tensões regionais, influencia a cadeia de suprimentos de petróleo e derivados.
A aposta da Lululemon visa reduzir dependência de petróleo, fortalecendo cadeia produtiva com matéria-prima oriunda de resíduos. O fundador da Epoch, Jacob Nathan, afirma que separar produção de carbono fóssil traz mais previsibilidade aos custos.
Perspectivas e próximos passos
A investida será usada em uma unidade piloto próxima ao Imperial College London, com planos de expansão para uma unidade comercial até 2028. A meta é produzir cerca de 20 mil toneladas de monômeros por ano.
Se a escala for alcançada, a tecnologia pode ser adaptada a outros tipos de plástico além do náilon 6,6. Nathan também destaca que o processo tem potencial de aplicação além da indústria da moda.
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