- O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 170 bilhões em 2024, com estimativas que apontam crescimento para até R$ 220 bilhões, em meio a uma expansão continuada.
- A DHL Supply Chain anunciou investimento de R$ 100 milhões no Brasil neste ano, para infraestrutura e expansão de frota, incluindo a abertura do quinto hub de distribuição na região Centro-Oeste.
- A DHL planeja investir cerca de R$ 1 bilhão no Brasil entre 2023 e 2028, com aproximadamente R$ 600 milhões já investidos até o momento.
- O setor de saúde impulsiona a logística, com demanda por medicamentos de alto valor e sensíveis à temperatura, como Ozempic e Mounjaro, que requerem cadeia de frio entre dois e oito graus Celsius.
- Mudanças estruturais no comércio internacional, como nearshoring, aumentam a demanda por serviços logísticos integrados e fortalecem o Brasil como plataforma regional de produção e distribuição, inclusive com expansão de data centers.
A DHL planeja ampliar sua atuação no Brasil, mantendo o país entre seus mercados estratégicos na América Latina. A investida envolve infraestrutura, expansão de frota e novos centros de distribuição em meio a um cenário de crescimento do e-commerce e da demanda por serviços logísticos de saúde.
Segundo Agustín Croche, CEO da DHL Supply Chain para a América Latina, o Brasil receberá neste ano cerca de R$ 100 milhões em investimentos. A meta é reforçar a capacidade de entrega rápida e a operação de centros de distribuição regionais, acompanhando o comportamento de consumo.
Olhando para o cenário macro, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 170 bilhões em 2024, com previsão de R$ 195 bilhões em 2025 e projeções de até R$ 220 bilhões em 2026. A expansão sustenta a estratégia de montar hubs regionais e ampliar a frota.
Novo hub no Centro-Oeste
A DHL abriu o quinto hub de distribuição no Brasil, o primeiro na região Centro-Oeste. Croche afirma que hubs regionais reduzem o tempo de entrega e elevam a capacidade de processamento de pedidos, acompanhando a evolução do varejo digital.
A companhia planeja investir cerca de R$ 1 bilhão no Brasil entre 2023 e 2028, o que corresponde a aproximadamente R$ 200 milhões por ano. Já foram invested cerca de R$ 600 milhões, com os demais recursos em andamento para infraestrutura.
Setores-chave da demanda logística
Entre os setores que impulsionam a demanda, o varejo online, a saúde e a indústria farmacêutica ganham destaque. A logística precisa de cadeias de frio constantes para medicamentos de alto valor, como Ozempic e Mounjaro, que exigem temperaturas entre 2 e 8 graus Celsius.
A modernização da frota refrigerada e a ampliação de instalações voltadas à logística de saúde aparecem como estratégias para atender essa demanda, com rastreamento de remessas e controle de temperatura ao longo de toda a cadeia.
Cadeias globais e nearshoring
Mudanças estruturais no comércio internacional, como o nearshoring, aumentam a demanda por serviços logísticos integrados. Croche ressalta que empresas diversificam cadeias de suprimento para reduzir riscos geopolíticos, gerando fluxos regionais maiores.
O Brasil, com mercado interno expressivo, base industrial e conexões globais, é visto como plataforma de produção e distribuição regional. A expansão logística brasileira é posicionada como resposta a reorganizações globais de cadeias de suprimento.
Infraestrutura digital e distribuição
A demanda por data centers impulsiona a logística para transporte de servidores, sistemas de armazenamento e equipamentos de refrigeração. Esses itens exigem planejamento detalhado desde a chegada ao país até a instalação, incluindo reposições durante a operação.
A soma de comércio eletrônico, farmacêutica, reorganização de cadeias globais e investimentos em infraestrutura digital reforça a importância estratégica da logística no Brasil.
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