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Argentino que criou gelaterias diz que ir à Europa foi como jogo contra o Brasil

Lucciano’s mira chegar a 170 lojas até o fim de 2026, após abrir cem no Brasil; expansão internacional desafia a logística do sorvete artesanal

Christian Otero, o argentino das gelaterias que está indo além de seu país
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  • Em 2025, a Lucciano’s consolidou cem lojas na Argentina, com 40% de gestão própria e o restante em franquias, visando 170 lojas até o fim de 2026.
  • A expansão envolve abrir entre 35 e 40 unidades no mercado interno e até 20 no exterior, mantendo crescimento agressivo.
  • A empresa tem mais de mil colaboradores no total, com 600 funcionários diretos e gestão centralizada, buscando eficiência de custos.
  • O fundador relata que levou a logística do sorvete artesanal para mercados internacionais, incluindo uma loja em Roma, superando ceticismos locais.
  • Montar uma loja fica entre US$ 250.000 e US$ 400.000, com retorno do investimento previsto entre 12 e 24 meses; a companhia já rejeitou ofertas de compra.

Christian Otero, fundador da rede argentina Lucciano’s, atribui o crescimento da marca não apenas à qualidade do sorvete, mas a uma cultura de alto desempenho herdada do futebol. Em conversa com a Forbes Argentina, ele ressaltou valores como resiliência, trabalho em equipe e fome de vencer.

Em 2025, a empresa consolidou 100 lojas na Argentina, com 60% de gestão própria e 40% de franquias. A projeção para 2026 é chegar perto de 170 unidades, ampliando a atuação tanto no mercado interno quanto no exterior.

Essa expansão exige abrir entre 35 e 40 lojas no país e até 20 no exterior, segundo o empresário. A estratégia passa por manter uma gestão centralizada, com 600 funcionários diretos e mais de 1.000 quando se incluem os franqueados.

Essa arquitetura organizacional sustenta uma proposta de valor centrada no que Otero chama de experiência sensorial. Investimentos em tecnologia e design são prioridades, desde a primeira loja em Paso ao lado do pai, Daniel.

Desafios da expansão internacional

Ao ampliar a presença fora do Brasil, a Lucciano’s enfrentou críticas sobre a logística do sorvete artesanal. Otero disse que foi possível manter a qualidade ao chegar a mercados como Itália e Estados Unidos, após desenvolver um sistema logístico próprio.

A estreia internacional mais ousada foi em Roma, marcada por dúvidas sobre a aceitação do público. Otero afirmou que a chegada ao varejo europeu confirmou a viabilidade da marca após 15 dias de operação.

Modelos de parceria e retorno do investimento

Para administrar franqueadas, o argentino enfatiza a necessidade de equilibrar paixão pelo produto com gestão financeira profissional. O custo para abrir uma loja fica entre US$ 250 mil e US$ 400 mil, com retorno estimado entre 12 e 24 meses, dependendo do mercado.

Sobre a possibilidade de venda da empresa, Otero descartou a ideia. Ele considera a Lucciano’s um projeto de vida mantido em parceria com o pai, com foco em reconhecimento de marca e satisfação do consumidor.

Orgulho regional e futuro

Otero mantém forte vínculo com Mar del Plata. Cada nova loja no exterior é vista como triunfo coletivo da equipe local e uma extensão da identidade da cidade no mundo. A meta é manter a inovação constante para manter a liderança no segmento premium de sorvetes.

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