- O Fundo Agbara, voltado exclusivamente para mulheres negras, foi criado em 2020 por Aline Odara e já captou R$ 20 milhões, impactando mais de 20 mil mulheres.
- As ações vão desde cursos para carreiras executivas até editais para empreendedoras, com formação e acesso a recursos financeiros no final.
- Parcerias incluem BTG, Ambev, JP Morgan, Fiat e Dengo; em 2025 será lançado um programa com o Pacto de Promoção da Equidade Racial, que prevê MBA na Fundação Getulio Vargas, treinamento socioemocional e mentorias.
- Aline Odara recebeu, em 2025, o prêmio internacional MIPAD, apoiado pela Organização das Nações Unidas, como uma das pessoas de ascendência africana mais influentes do mundo.
- Aline, hoje diretora executiva, busca manter o fundo com caixa robusto para planejamento de longo prazo, incluindo núcleo de pesquisas, fortalecimento de políticas públicas e eventos.
O Fundo Agbara, dedicado exclusivamente a apoiar mulheres negras, captou cerca de R$ 20 milhões desde a sua criação em 2020. O objetivo é ampliar o acesso a capital, conhecimento e oportunidades, com impacto estimado em mais de 20 mil mulheres.
Aline Odara, criadora e que atua como diretora executiva, destaca que as ações vão desde cursos de carreira executiva até editais para empreendedoras, com formação e repasse de recursos. O projeto conta com apoio de parceiros públicos e privados.
Entre os destaques recentes, Odara recebeu, em 2025, o prêmio internacional MIPAD, apoiado pela ONU, reconhecendo-a como uma das pessoas de ascendência africana mais influentes do mundo.
Parcerias e programas
Ao longo dos anos, o Agbara firmou acordos com BTG, Ambev, JP Morgan, Fiat e Dengo, fortalecendo a captação e os programas de formação. Em 2024, foi lançado um programa com o Pacto de Promoção da Equidade Racial, incluindo um MBA na FGV, treinamento socioemocional e mentoria.
Além disso, o fundo mantém um núcleo de pesquisas, atua na promoção de políticas públicas e organiza eventos anuais para disseminar boas práticas. Os recursos são utilizados em jornadas de formação que, ao fim, dão acesso a capital.
Trajetória e visão de futuro
Aline descreve a origem do Agbara como reflexo de sua própria história, marcada por trabalhos diversos e atuação em campanhas de arrecadação. Ela começou com uma rede de doações para apoiar mulheres negras e, hoje, lidera uma equipe de 25 pessoas.
História pessoal mostra ainda o ponto de virada: a estabilidade laboral obtida na Prefeitura de Campinas permitiu pensar no longo prazo. O objetivo é manter a instituição financeiramente robusta para sustentar o crescimento e a continuidade dos projetos.
Entre na conversa da comunidade